A sueca Niki Lindroth von Bahr e o português Pedro Ramalhete venceram os principais prémios do 5.º HaHaArt Film Festival, dedicado ao cinema de comédia e realizado em Pombal, no distrito de Leiria.
O festival exibiu 33 curtas-metragens e quatro longas nas sessões competitivas.
No ano de estreia da premiação para longas-metragens, o primeiro prémio foi atribuído a Pedro Ramalhete pelo filme “Óculos de sol pretos” (2025), por “envolver o público no universo da criação de um filme, na precariedade que atravessa as equipas de produção e, ao mesmo tempo, no melhor das relações humanas”, justificou o júri.
Entre as curtas-metragens, “The end” (2026), de Niki Lindroth von Bahr, foi o escolhido pela “eficácia da sua comédia bizarra, aliada à magistralidade da sua linguagem visual”, conseguida, “ainda para mais (…), em apenas dois dias”.
O prémio para melhor curta nacional foi entregue a “Rui Carlos” (2025), de Margarida Paias, “um filme em jeito de parábola, fina ironia, em que o passado permanece no presente e o provoca”.
Distinguidos foram também o realizador Nicolás Pereda, com o Prémio de Contribuição Excepcional, por “Lo demás es ruido” (2026), por mostrar “cinema como um sítio de infinitas possibilidades”, enquanto o Prémio do Público foi para Guilherme de Oliveira.
Foram ainda atribuídas menções honrosas a “Argumentos a favor do amor”, de Gabriel Abrantes, Dorian Jespers, pela realização de “Loynes”, e “L’Amie en Commun”, de Louis Douillez.