O presidente da Câmara de Alcobaça, Hermínio Rodrigues, reconheceu, no final da reunião do executivo de dia 12, que o concelho não escapa à crise da habitação.
Em declarações aos jornalistas, o autarca defendeu que a resposta ao problema passa tanto pela construção de novas habitações como pela recuperação do edificado existente. O edil considera que a procura privilegia, muitas vezes, as casas novas, deixando para segundo plano as que já existem.
Ainda assim, destaca uma mudança no concelho, onde localidades que estiveram praticamente desertificadas começam a recuperar dinamismo. “Mais de metade das casas com 60 e 70 anos estão a ser recuperadas”, afirmou.
Apesar destes sinais positivos, o autarca reconhece que o acesso à habitação continua a ser um dos principais obstáculos para os jovens que pretendem comprar casa. “Como é que a juventude hoje adquire um T1 ou um T2 por 400 ou 500 mil euros?”, questionou, considerando que estes valores são difíceis de suportar por quem está a iniciar uma vida. Perante o cenário, defende que “o Estado tem que intervir”.
A nível local, a Câmara investe cerca de 200 mil euros por ano em apoios à renda destinados a pessoas com dificuldades económicas e encontra-se a desenvolver um projeto de arrendamento a custos acessíveis para jovens, com o objetivo de contribuir para a sua fixação no concelho.