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Hotel Lisbonense reabre nas Caldas da Rainha após remodelação de 7 milhões de euros

O Hotel Lisbonense das Caldas da Rainha, ligado ao termalismo desde os finais do século XIX, reabre ao público na quinta-feira, 2 de Junho, depois de décadas de abandono e um investimento de sete milhões de euros na recuperação do edifício.

O Hotel Lisbonense das Caldas da Rainha, ligado ao termalismo desde os finais do século XIX, reabre ao público na quinta-feira, 2 de Junho, depois de décadas de abandono e um investimento de sete milhões de euros na recuperação do edifício.

“É uma grande satisfação ver reabrir o hotel que esteve 30 anos à espera de ser recuperado”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa, atribuindo à sua “persistência” o facto de se ter “conseguido manter um dos imóveis com mais relevância política, social e histórica da cidade”.

Construído em 1870, o Hotel Lisbonense tem uma história ligada ao termalismo, já que era o local onde o rei D. Carlos I e a Família Real permaneciam quando iam a banhos às Termas das Caldas da Rainha.

A unidade hoteleira entrou em declínio na década de 70 do século XX, tendo chegado a receber cidadãos das ex-colónias e foi depois deixado ao abandono durante várias décadas.

Apesar do interesse manifestado ao longo dos anos por vários investidores, a recuperação do hotel foi dificultada pela exigência da autarquia de que fosse mantida a fachada original do edifício.

A pretensão foi aceite pelo grupo FDO, que no final de 2005 adquiriu o imóvel e apresentou um projeto para a construção de um centro comercial, cuja aprovação a autarquia condicionou à recuperação do antigo hotel e manutenção da fachada.

A obra, orçada em cerca de sete milhões de euros, ficou marcada pela derrocada da fachada em julho de 2008, causando ferimentos em dois operários. Mas o acidente não impediu que a reconstrução mantivesse a traça original do hotel.

Adquirido pela cadeia Sana Hotels, o Lisbonense reabre agora como “Silver Coast Hotel”, designação que não incomoda o autarca para quem “historicamente será sempre conhecido, entre a população local, como lisbonense”.

O hotel é apresentado no site da cadeia como “um espaço de referência na zona oeste e centro do país, oferecendo diferentes soluções para as mais variadas necessidades de alojamento, reuniões, eventos e restauração”.

Possui 80 quartos e oito suites, restaurante, bar, esplanada e três salas de reuniões com capacidade até 110 pessoas.

A possibilidade de criação de um SPA termal (com recurso a água das termas das Caldas da Rainha) estava a ser negociada pelos antigos proprietários, mas a cadeia Sana Hotels não confirma a sua abertura.



Secção de comentários

  • Zé Povinho disse:

    Fachada original? basta ver algumas fotografias do edificio original para se verificar que não foi cumprido esse acordo……
    Já agora onde estão as contrapartidas firmadas em acordo com a CM?
    Será que o nosso estimado presidente da câmara "O Turco", ficou com mais uns apartamentos em nome do sobrinho, em vez do dinheiro ser investido no concelho?

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