É difícil resistir ao aroma a peixinho grelhado pairando na marginal… “Este acompanhamento é para a 24 e estas lulas para a 46!”, atira de rompante a cozinha, enquanto Manuel Quiaios dá conta da grelha e avia pedidos de peixe fresco para levar. Lulas, douradas, robalos, pregados chocos, linguados, garoupas, carapaus, amêijoas e um cherne de 65 quilos enchem os expositores. A vida de Manuel divide-se entre a pesca na Figueira da Foz e a condução dos destinos deste restaurante, com cozinha sempre ativa durante o dia. A maioria do peixe que grelha (serve com batatas cozidas e legumes da época) é capturado pelo seu barco. “Tenho aqui tudo o que adoro. Amo esta praia e nunca quis investir noutro lado. Nem de férias vou para lado nenhum”, conta o empresário. Entre salas com fotos de Arte Xávega e esplanadas, trabalho é o que não falta. No verão, servem-se, em média, cerca de 400 almoços por dia. Um bar dá apoio à zona exterior, que no estio se anima também com música ao vivo. Sobeja motivos de regozijo para petiscar, como as ovas de pescada ou robalo, as amêijoas, berbigões e camarão, tábuas mistas, saladas ou lulas temperadas. Além das espécies de peixe fresco, pode saciar-se com sugestões de tacho, entre as quais os arrozes de tamboril, de marisco ou de lavagante com amêijoa real, e o peixe frito guarnecido de arroz de tomate soltinho. Em alternativa tem os bifes da vazia ou costeletas do acém. A simplicidade do pudim de ovos caseiro ou da torta do Algarve bastam para rematar em beleza.
Fonte: Guia de Bem Comer 2025




