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Torneio da Amizade celebra 50 anos de Angola independente com futebol nos Parceiros

O jogo de domingo é a primeira atividade da recém-criada Associação da Comunidade Angolana de Leiria, que pretende dinamizar especialmente a juventude através do desporto e das artes.

Cartaz do torneio de futebol «Trumuno da Dipanda», alusivo aos 50 anos da independência nacional de Angola. Apresenta a bandeira angolana e a silhueta de um futebolista.

Os angolanos residentes no distrito de Leiria celebram a independência de Angola com um jogo de futebol agendado para este domingo, dia 26 de outubro, que faz parte do Trumuno da Dipanda – em quimbundo (ou kimbundu), uma das línguas de Angola, Torneio da Amizade.

O torneio que celebra os 50 anos da independência de Angola, assinalado no dia 11 de novembro, é organizado pelo Consultado Geral de Angola em Lisboa e estende-se a várias cidades de Portugal. Chega também a Leiria, ao Campo de Futebol dos Parceiros, onde uma equipa da nova Associação da Comunidade Angolana de Leiria (ACAL) defronta uma formação de angolanos a viver em Abrantes.

Criada há cerca de ano e meio e em fase de instalação, a ACAL pretende que o jogo de futebol seja “um momento de convivência, diversão e desporto”, em que o mais importante será “a alegria de estarmos juntos a celebrar esta data tão significativa para todos nós”.

Djamila Lourenço, presidente da ACAL, explicou ao REGIÃO DE LEIRIA que esta é a primeira atividade da associação recém-criada.

Atualmente “há muitos angolanos a viver no distrito de Leiria”, avança. A ACAL conta já com 250 membros de Leiria, Marinha Grande, Batalha ou Óbidos, mas a intenção é crescer, estabelecendo contacto outros conterrâneos espalhados pelo distrito. “Queremos juntar a comunidade de angolanos que estão por cá”.

Em Portugal, e nesta região, há sobretudo “descendentes de quem veio há mais anos”. “Pretendemos reunir a comunidade em Portugal e reforçar os laços entre angolanos e também a sociedade portuguesa”, através de iniciativas relacionadas com o desporto, mas não só.

Por cá há muitos angolanos ligados ao futebol e ao basquetebol e a ACAL quer aproveitar para “desenvolver laços com a comunidade através do desporto”. Mas também divulgar a pintura entre os mais novos, através do pintor Salanga, além de outras artes.

O foco principal, frisa a presidente, é a juventude. “Queremos ocupá-los e incentivá-los a procurar o desporto, a arte, a poesia, o teatro, e assim envolver a nossa juventude do distrito de Leiria – não importa se são angolanos, cabo-verdianos ou portugueses”. 

Djamila Lourenço explica que a ACAL pretende “ajudar a juventude a integrar-se na comunidade, a respeitar os valores e, como somos católicos, procurar que os mais novos sigam os valores da educação católica”. 

Este domingo, nos Parceiros vai estar a jogar por Leiria uma equipa composta por 23 jogadores, a maioria angolanos e alguns portugueses filhos de angolanos. Entre eles vão estar seis veteranos com larga experiência no futebol português.

“Este é o primeiro jogo que fazemos. Mas já nos sugeriram legalizarmos a equipa, criarmos uma estrutura com treinadores e começarmos a treinar e a fazer participações em campeonatos dentro de Leiria. Será o próximo passo”, avança a presidente. 

Para novembro está prevista nova iniciativa: um jogo de andebol entre uma equipa de angolanos de Leiria e uma equipa leiriense. Para fevereiro do próximo ano haverá outra atividade, comemorando a paz.

Cartaz do torneio de futebol «4 de Trumuno da Dipanda», alusivo aos anos da Independência Nacional de Angola. Anuncia jogos para 26 de outubro de 2025 em várias localidades de Portugal.


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