Sensibilizar as crianças para a temática da demência com recurso a ferramentas pedagógicas e metodologias ativas é o objetivo do projeto Córtex School Bag, que a AGILidades, empresa que nasceu no seio do Politécnico de Leiria, vai levar às escolas do 1º ciclo.
Como? Com um kit pedagógico que inclui um livro infantil musicado, que conta, “de forma escrita e cantada, a história da relação entre o neto e a avó” e dos desafios da descoberta de um diagnóstico de demência.
Além do livro, intitulado “Quando a fábrica da avó avaria…”, a equipa da AGILidades criou o Neuromania. Trata-se de um jogo de tabuleiro e de simulação que permite às crianças “aprenderem curiosidades sobre a doença e formas divertidas de ajudarem as pessoas que sofrem de demência”.
Já os professores das escolas que aderirem ao projeto dispõem de um guia de apoio para abordar e trabalhar a temática da demência em contexto escolar.
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A 8ª edição do Prémio de Boas Práticas de Envelhecimento Ativo e Saudável da Região Centro contou com 161 candidaturas. O Córtex School Bag foi um dos cinco projetos premiados de entre 13 finalistas
Projeto pioneiro em Portugal, o Córtex School Bag vai começar a ser implementado em escolas do 1º ciclo de Pombal no próximo ano, numa parceria com a Junta de Freguesia de Pombal.
A iniciativa será também o ponto de partida para a criação da primeira Rede de Escolas Amigas da Pessoa Idosa, enquanto movimento que “pretende envolver crianças, professores e comunidades na construção de um futuro mais inclusivo”.
O Córtex School Bag foi um dos cinco projetos distinguidos com o Prémio de Boas Práticas de Envelhecimento Ativo e Saudável da Região Centro, tendo vencido na categoria Vida+ Participação.
Para Marlene Rosa, fundadora da AGILidades e docente da Escola Superior de Saúde de Leiria (ESSLei), a atribuição do prémio “é um sinal de que a sensibilização para a demência pode, e deve, começar cedo”.
“O Córtex School Bag nasceu com a ambição de capacitar as crianças para compreenderem melhor esta realidade e promoverem relações mais inclusivas e empáticas com as pessoas que vivem com demência. Ver este projeto distinguido entre tantas boas práticas reforça-nos a certeza de que estamos no caminho certo: o da educação para a cidadania, da literacia em saúde e da construção de comunidades mais conscientes e solidárias”, afirma a responsável, num comunicado.