As gaivotas são as espécies mais afetadas pela gripe aviária, havendo também casos em aves aquáticas como garças e patos ou em cegonhas e alcatrazes.
De acordo com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), as espécies marinhas e aquáticas são os grupos tipicamente afetados pela doença, “por se concentrarem em grandes números em diversas fases do seu ciclo de vida, onde o contacto entre as aves é muito intenso”.
As zonas costeiras e estuários estão, por isso, mais sujeitas a focos de gripe aviária. Periodicamente, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) divulga os casos confirmados.
No distrito de Leiria, em 2025, há sete registos: Um caso em capoeira doméstica, nas Caldas da Rainha; Um em aves em cativeiro, nas Caldas da Rainha; Cinco em aves selvagens nas Caldas da Rainha, em Peniche, na Marinha Grande e em Pombal. Na sua maioria tratam-se de gaivotas.
Numa publicação com perguntas e respostas sobre a doença, a SPEA refere que “não há evidências epidemiológicas de que a gripe aviária possa ser transmitida aos seres humanos através do consumo de alimentos, nomeadamente de carne de aves de capoeira e ovos”.
Nesse sentido, sublinha que as atividades de observação de aves e passeios na natureza se mantêm seguros, respeitando algumas regras como manter a distância de qualquer ave selvagem, em particular as aves doentes ou mortas.
No caso de se avistar uma ave que não pareça saudável deve ser contactado o SEPNA/GNR (808 200 520, Portugal Continental), a Rede SOS Vida Selvagem (961 957 545, na Madeira), a Linha SOS Ambiente (800 292 800, nos Açores) ou o centro de recuperação de aves mais próximo do local.