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Marinha Grande

Prisão domiciliária para inspetor da ASAE que baleou homem na Marinha Grande

O suspeito entregou-se depois de ter dado um tiro num homem, na via pública, na Marinha Grande, na terça-feira.

O inspetor da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) suspeito de balear na terça-feira um homem na Marinha Grande com a arma de serviço vai aguardar em prisão domiciliária o desenvolvimento do inquérito, disse hoje fonte judicial.

Segundo a mesma fonte, o juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Leiria determinou ao arguido, também presidente da Associação Sindical dos Funcionários da ASAE, as medidas de coação de obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica em casa de familiares e a proibição de contactar a mulher e a vítima.

“Está indiciado de um crime de ofensa à integridade física qualificada”, referiu esta fonte do tribunal.

Na terça-feira, um homem de 47 anos foi atingido a tiro na via pública, no concelho da Marinha Grande, por um suspeito que se entregou em seguida às autoridades, disse fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP).

De acordo com informações do Comando Distrital de Leiria da PSP, o suspeito, que “está bem inserido na sociedade”, entregou-se na esquadra da PSP da Marinha Grande, no distrito de Leiria, logo após o alegado disparo, referindo que a investigação transitou para a Polícia Judiciária.

Já o comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande adiantou que foram chamados ao local pelas 14h25.

“Trata-se de um homem de 47 anos, com ferimentos profundos no membro superior direito. À nossa chegada, estava orientado e consciente”, referiu Eduardo Abreu.

A vítima foi transportada para o Hospital de Santo André, em Leiria, “classificada como um ferido ligeiro”.

Na origem do crime estarão razões passionais.

À Lusa, a ASAE fez saber que “tomou conhecimento do caso noticiado, que está entregue as autoridades competentes”.

“Serão acionadas as medidas internas necessárias de natureza administrativa, em função das medidas de coação que venham a ser aplicadas pela autoridade judiciária, com o rigor e o acompanhamento da situação no âmbito das competências legais da ASAE”, declarou este órgão de polícia criminal.


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