As escolas do concelho de Alvaiázere, fechadas desde quarta-feira passada, vão reabrir na segunda-feira, dia 9 de fevereiro, anunciou este município, um dos mais afetados pela depressão Kristin.
“Devido aos danos verificados nestas infraestruturas, bem como na empresa responsável pelos transportes escolares, esta [09 de fevereiro] é a data que, em conjunto com a direção do Agrupamento de Escolas, permitirá receber alunos, professores e colaboradores em condições de segurança”, divulgou a autarquia.
Entretanto, 60% do concelho tem restabelecida rede elétrica e em quase a totalidade há abastecimento de água.
Quanto às telecomunicações, o presidente da Câmara, João Paulo Guerreiro, destacou a grande instabilidade.
“Esta madrugada vai fazer uma semana [da depressão Kristin]”, declarou hoje João Paulo Guerreiro, considerando que seria expectável que as operadoras de telecomunicações já tivessem conseguido restabelecer as telecomunicações.
O autarca adiantou que só conseguiu falar com a Lusa por estar “a 500 metros da antena principal”.
Entretanto, foram disponibilizadas lonas, telhas e outros materiais para cobertura de habitação própria e permanente e os meios operacionais reforçados com equipas do Exército e outras corporações.
Na manhã de segunda-feira, João Paulo Guerreiro pediu “desesperadamente apoio de bombeiros”, porque os da corporação local estão exaustos.
“Os nossos bombeiros voluntários têm sido exemplares, têm estado com elevada disponibilidade todos os dias, mas estão a ficar exaustos. Vemos por essa região fora e também noutras regiões vizinhas corporações de bombeiros a apoiarem os bombeiros dos territórios que foram afetados. Em Alvaiázere, já pedimos e pedimos e pedimos e ainda não tivemos apoio de nenhuma corporação de bombeiros”, disse João Paulo Guerreiro.
À tarde, numa deslocação ao concelho, a ministra da Administração Interna afirmou desconhecer o que falhou sobre o atraso na disponibilização de meios aos territórios mais afetados pelo mau tempo.
“O sistema é complexo e as entidades coordenadores do sistema de proteção civil têm todo o cuidado de garantir a colaboração entre todos”, declarou Maria Lúcia Amaral, considerando ser necessário “ter em linha de conta que as necessidades são muitas, de vários lados, e que esta foi uma crise com aspetos múltiplos, de comunicações e falha de energia, que pode ter contribuído para que se sentisse a falta durante mais tempo”.