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Paulo Reis realça destruição no centro de lançamentos em Leiria

Inundação do recinto impossibilita o treino de 150 atletas, alguns deles de alto rendimento, como a atleta olímpica Auriol Dongmo

O treinador da atleta olímpica portuguesa Auriol Dongmo, Paulo Reis, que é um dos dinamizadores do Centro Nacional de Lançamentos (CNL), em Leiria, apontou hoje para a “situação quase calamitosa” que afeta a instalação desportiva.

“O CNL está todo inundado, é um problema enorme. Claro que há problemas do ponto de vista social gravíssimos, mas, do ponto de vista desportivo, isto é um problema enorme porque são muitos atletas que não podem treinar, inclusive, que vão representar Portugal a curto prazo, como é o caso da Auriol, que vai em março competir no campeonato do mundo de pista coberta”, disse à Lusa o técnico do Sporting.

O complexo desportivo situa-se na margem direita do rio Lis, junto à Zona Desportiva de Leiria, e foi afetado pelas inundações resultantes da subida das águas, com os problemas a acumularem-se desde segunda-feira da semana passada, mas ainda mais agravados nas últimas horas.

“Neste momento não temos condições para treinar, por exemplo, hoje de manhã fomos treinar a Alpiarça, foi o município que nos abriu as portas de um pavilhão para fazermos o nosso treino e para não estarmos parados, mas, claro, isto causa transtorno, condiciona muito o nosso trabalho e, portanto, a situação é bastante delicada para nós”, sublinhou Paulo Reis.

Além dos vários atletas de alto rendimento que treinam no CNL, com Auriol Dongmo à ‘cabeça’, o responsável assinalou que a destruição da instalação afeta cerca de 150 desportistas, muitos deles, que treinavam diariamente na infraestrutura, composta por vários equipamentos específicos para as modalidades de lançamento, e também por um ginásio.

“Esta noite o nível da água subiu imenso, e eu vivo aqui mesmo ao lado, portanto, estou aqui no meu escritório e estou a olhar e isto parece um lago”, revelou, sem conseguir avançar, para já, com uma estimativa dos danos.

Paulo Reis alertou, no entanto, para a necessidade de fazer um investimento significativo para voltar a ter condições mínimas para treinar: “Diria que só depois do nível da água descer, e penso que isto ainda vai demorar uns bons dias, é que depois faremos a limpeza de tudo e a lavagem dos equipamentos e vamos ver, porque mesmo dentro do ginásio e dentro das arrecadações não fazemos ideia daquilo que vai ser o dano”.

Segundo Paulo Reis, “parar não é uma opção”, pelo que o trabalho no ginásio vai continuar, e as deslocações para o treino de lançamentos, ainda que mais longas, vão ser feitas para manter a sua atleta no ritmo certo para a alta competição, nem que tal implique ir até Alpiarça (a 100 quilómetros de distância).

“Temos que arranjar a solução possível dentro da situação quase calamitosa em que estamos”, rematou.


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