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CIMRL assume custos para manter isenção de portagens na região

Documento está a ser preparado e prevê a isenção das portagens na A8, entre as zonas industriais da Marinha Grande e Pousos (Leiria) e na A19, entre os nós de Azoia e São Jorge.

Os municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) estão a desenvolver um documento que garanta a isenção das portagens da A8 e A19, tendo em conta os danos nas vias alternativas.

Segundo o presidente da CIMRL, Jorge Vala, “ainda existem muitos taludes caídos” e as estradas nacionais não são alternativa.

O autarca salienta os condicionalismos da Estrada Nacional 242 (Marinha Grande-Leiria), e do Itinerário Complementar (IC) 2 (Porto de Mós, Batalha e Leiria), onde estão em curso intervenções de estabilização de taludes, reposição de pavimentos e limpeza de resíduos florestais.

“A Infraestruturas de Portugal já nos disse que só no final de junho a situação será reposta. Cabe-nos garantir uma solução para cidadãos, trabalhadores e empresas, pelo que estamos a trabalhar na isenção”, adiantou o também presidente da Câmara de Porto de Mós, que anunciou uma reunião na terça-feira com os municípios da CIM.

O primeiro secretário executivo da CIMRL, Paulo Batista Santos, exemplificou que os militares que têm prestado apoios aos concelhos afetados da região não possuem identificador da Via Verde e já questionaram o pagamento das portagens, que a CIMRL assumiu, fornecendo um equipamento.

O documento que está a ser preparado prevê que os residentes e as empresas enviem as faturas de portagens para a CIMRL, que lhes restituirá os valores pagos, esclareceu Paulo Batista Santos.

“Estamos a trabalhar para que sejam isentadas as portagens na autoestrada 8 (A8) entre as zonas industriais da Marinha Grande e dos Pousos [Leiria] e na autoestrada 19”, entre o nó de Azoia e o nó de São Jorge, acrescentou.

Para o primeiro secretário executivo da CIMRL é “incompreensível que o Governo não assuma estes valores, tendo em conta a falta de mobilidade na região, o que vai afetar os orçamentos das autarquias, para que possam ajudar os cidadãos e as empresas”.

Os valores da A19 rondam os 700 mil euros, sendo que a fatia maior será da A8, que poderá ultrapassar os 2,5 milhões.

Na proposta de regulamento intermunicipal, que prevê o regime excecional e temporário de compensação do pagamento de taxas de portagem, está escrito que a isenção se refere a “taxas de portagem cobradas em determinados troços de autoestradas situados na área da CIMRL, afetada pela tempestade Kristin, a vigorar até 30 de junho de 2026”.

De acordo com o documento, o impacto financeiro decorrente da aplicação do presente regime é suportado conjuntamente pelos municípios da CIMRL, pelas concessionárias titulares das receitas de portagem dos troços identificados e pelo Estado, no âmbito das compensações associadas à situação de calamidade provocada pela tempestade Kristin.

No sábado, a CIMRL remeteu um ofício ao Presidente da República a solicitar a prorrogação do regime excecional e temporário de isenção do pagamento de taxas de portagem nas principais autoestradas que servem o território.


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