O segundo semestre já recomeçou no Politécnico de Leiria, mas a normalidade ainda não veio para ficar. A instituição foi gravemente afetada pela passagem da depressão Kristin e das tempestades subsequentes. Embora nem as aulas ou os exames tenham sido postos em causa, o certo é que o cenário que se encontra nos vários campus do IPLeiria é indicativo de um rasto de destruição.
Em declarações ao REGIÃO DE LEIRIA, o presidente da instituição diz que o campus 2 foi o mais afetado, mais precisamente o edifício A da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) e a Biblioteca José Saramago. O hub de Inovação em Saúde, perto do Hospital Santo André, também sofreu danos.
Nas residências estudantis, junto aos serviços centrais, desabou parte da fachada de um dos edifícios, obrigando ao realojamento dos estudantes noutro bloco das residências. Segundo Carlos Rabadão, registaram-se também danos relevantes na obra da nova residência de estudantes, que se encontra em construção na mesma zona.
Apesar do levantamento dos prejuízos ainda não estar concluído, os danos já aferidos apontam para um prejuízo global na ordem dos 6 milhões de euros. Este valor inclui além dos casos já mencionados, outros danos em coberturas, equipamentos de climatização e painéis solares.
Carlos Rabadão garante que todas as situações estão a ser “acompanhadas pelos serviços técnicos da instituição”.
Num momento em que a saúde mental volta a requerer atenção redobrada, o Centro de Apoio ao Estudante, do IPLeiria, continua a trabalhar para prestar apoio psicológico e social imediato, assim como informações a toda a comunidade da instituição.
A Associação Académica do Politécnico de Leiria criou também uma rede de voluntários – que já mobiliza 500 pessoas – com o objetivo de identificar necessidades urgentes e mobilizar apoios. Foi criado um email para receber os pedidos: pos_kristin@ipleiria.pt.
