A Sociedade Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus e Maria, mais conhecida por Filarmónica das Chãs, de Regueira de Pontes, faz 130 anos e decidiu transformar a celebração numa festa que se estende até ao final de 2026. Será “uma ode à filarmonia”, explica João Gaspar, que assume a direção artística da programação, extensa, a revelar este sábado, dia 28 de fevereiro.
Ao todo são dez datas, várias iniciativas e muita música com bandas convidadas que chegam do concelho de Leiria mas também de diversos outros pontos do país. Há concertos, claro, mas também uma exposição e conferências, no âmbito das primeiras Jornadas Filarmónicas.
Todo o programa decorrerá no Auditório da Filarmónica das Chãs que, apesar dos estragos sofridos com o mau tempo, mantém o palco e sala de espetáculos sem problemas.
“Estas comemorações foram programadas há meio ano e não contávamos com a tempestade Kristin e com todo o abalo que teve na comunidade de Leiria”, afirma João Gaspar. Apesar de todo o impacto da calamidade, a filarmónica decidiu avançar com o plano preparado ao longo dos últimos seis meses, “porque acrescenta às bandas a possibilidade de manterem os seus objetivos e continuarem o seu trabalho”.
“Temos de assegurar a normalidade da vida das pessoas e assegurar que lhes damos esperança”, sublinha o diretor artístico. “Este plano de comemorações, se já era ambicioso, torna-se ainda mais ambicioso agora, porque ao mantermos todas as atividades que estavam planeadas, estamos muito focados na missão de manter as pessoas conectadas, e lembrá-las que houve um desastre, mas temos um caminho para percorrer e mais história para construir”. A intenção é mesmo tornar as Chãs no “epicentro nacional de convergência filarmónica”.
O programa de concertos intitula-se “perFilar” e arranca já no sábado, dia 28 (21h30, entrada livre), com a atuação da Sociedade Filarmónica Vestiariense. A banda da Vestiaria, Alcobaça, é dirigida pelo próprio João Gaspar. Fará o concerto de abertura, onde será apresentada toda a programação.
“É uma banda de grande reputação a a nível nacional e isso é também para marcar o nível das
bandas que vamos ter na nossa programação”, frisa o maestro.
A festa prossegue logo no domingo, dia 1 de março (16 horas, 5 euros). A Filarmónica de Chãs recebe no seu auditório mais o segundo momento de “perFilar”, com concertos da Sociedade Filarmónica de Covões (Cantanhede) e da Sociedade Filarmónica Senhor dos Aflitos de Soutocico.
