Baterista das bandas EN1 e BlueDreams, Rúben Borges promove desde 2024 um podcast especializado em música, a partir de Calvaria de Cima, Porto de Mós, concelho de onde é natural. “Diário de um baterista” já recebeu dezenas de artistas e projetos. No domingo, dia 8, estreia-se ao vivo na “Mon(s)tra Luthiers”, no Conservatório de Coimbra. É uma sessão ao vivo, limitada a 50 participantes, com inscrição neste link. “Dário de um baterista” pode ser seguido no Instagram e no Youtube.
Há quanto tempo e como surgiu “Diário de um baterista”?
Surgiu como conta de Instagram a janeiro de 2021, para mostrar o meu trabalho enquanto baterista. Em setembro de 2024 a música passou a ser a minha profissão e senti a necessidade de transformar a página no atual formato de podcast de música. Apercebi-me que os músicos e as bandas de originais emergentes não tinham sítios com destaque para mostrarem o seu trabalho. Assim nasceu o podcast: para mostrar o meu trabalho como baterista e músico dos EN1 mas também para divulgar o trabalho de outros músicos portugueses.
O que pretende com este podcast?
A ideia base é ser um sítio onde os músicos possam partilhar o seu trabalho e, na sequência disso, haver uma troca de fanbases: conforme o público segue os episódios, fica a conhecer novos músicos. Outro objetivo é mostrar, explicar e discutir alguns temas sobre a música, ajudando os seguidores a terem uma perspetiva diferente sobre a arte em Portugal. Com o tempo também se foram juntando alguns construtores de equipamento musical português, como criadores de palhetas, luthiers e criadores de pedalboards. O podcast tornou-se um espaço de partilha sobre todo o tipo de temas relacionados com a música em geral.
Quantos músicos e projetos já passaram pelo “Diário”?
Durante a existência do podcast do “Diário de um baterista” pelas “Drum Live Session” já passaram vários músicos e bandas. Eles foram: Luís Emanuel, dos L.EMA, Pedro Rino, dos EN1, André Fonseca e João Pinto, dos Half-Time, Susana Mota, Fred Noel e Picamilho, Guga Loebel, João Santana e Beatriz Ferreira, João Barrela e Nico, dos First Man Living, João Oliveira, dos EN1, Madalena Ferreira, Mário Gomes, Diogo Cunha, Iolanda Ley, Daniel Pires, dos L.EMA, Telmo Santo, Candy June, Bruno Lousada, Banda P.E.P.S.I., Lazy Generation, Mothel Mother Tongue, Vanessa Monteiro, dos Mãe Lua, Filipe Maia, Afonso Clérigo, Serenela Duarte e Rodrigo Sousa.
A sua ligação à música, imagino, é anterior a este projeto. Explique um pouco do seu percurso:
A música começou muito jovem, aos 12 anos, ao exprimentar tocar bateria numa aula de música. Mas esse gosto pelo instrumento ficou adiado até aos 18 anos. Durante este intervalo de tempo, a música sempre fez parte da minha vida, não havia sítio onde eu fosse que o leitor de CDs não fizesse parte da viagem – e posteriormente o leitor de MP3. Durante a adolescência fui variando muito nos estilos musicais, tendo inclusive sonhado em ser dj. Mas, posteriormente, o rock e o metal tornaram-se um grande gosto! A música ganhou outro sentido quando os meus pais me ofereceram a minha primeira guitarra. Aí senti o verdadeiro prazer de fazer música com as próprias mãos. No entanto, foi em 2010, aos 18 anos, com o primeiro ordenado, que tudo mudou: tive oportunidade de acordar o gosto adormecido pela bateria. Aí formei a minha primeira banda, os Molla, onde toquei até 2020, e depois juntei-me a banda de originais EN1 e aos BlueDreams, como covers.
O que vai apresentar na “Mon(s)tra Luthiers”?
Vou fazer-me acompanhar de dois músicos que já passaram pelas minhas lives – o Pedro Rino e o Telmo Santo – e o principal “mote” vai ser experimentar um amplificador feito em Portugal, da marca Danger Electronics. A partir dai vamos abordar temas relacionados com o som de cada músico. Este episódio terá um conceito totalmente diferente: graças à Silent Disco Box, toda a plateia vai estar de phones a ver e ouvir o podcast. Por este motivo, teremos os lugares limitados a 50 pessoas.
Depois de Coimbra, há novidades para “Diário de um baterista”?
Vamos continuar com os diretos para o Youtube, divulgando músicos portugueses e música feita em Portugal. No entanto, com esta iniciativa da “Mon(s)tra Luthiers”, ficámos entusiasmados para levar o projeto a mais alguns palcos no pais, sempre com o mesmo conceito. Não posso deixar de agradecer a todos os parceiros e patrocinadores deste projeto, pois sem eles nada seria possível: Low Wave Studios (som), GB_GabrielBorges (imagem), Tasca do Barbas e escola de música 6ª Linha.