A Câmara das Caldas da Rainha assinalou na semana passada o arranque oficial da cidade como Capital Europeia do Pequeno Retalho 2026, com o lançamento de um programa que se irá desenvolver ao longo de todo o ano.
“O pequeno retalho não vive tempos fáceis”, afirmou o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vitor Marques (independente), na cerimónia de arranque do ano da cidade como Capital Europeia do Pequeno Retalho 2026, título que considera valorizar “não apenas a história e o presente” do comércio, mas acima de tudo aquilo que é a “proposta para o futuro”.
A distinção, atribuída pela Comissão Europeia, na categoria “Cidade Vibrante”, para cidades entre os 50 mil e os 250 mil habitantes, traduz, segundo Giulia del Brena, da Direção-Geral do Mercado Interno, Indústria, empreendedorismo e PME, a importância do pequeno comércio retalhista na Europa.
Numa mensagem transmitida em vídeo, na cerimónia que decorreu no Centro Cultural e de Congressos (CCC), das Caldas da Rainha, a responsável da Comissão Europeia sublinhou o papel das Caldas da Rainha ao longo de um ano em que será “um embaixador” do pequeno comércio retalhista, setor que tem “um futuro em que vale a pena investir”.
O programa de atividades que marcará o ano de Caldas da Rainha como Capital Europeia do Pequeno Retalho 2026, inclui iniciativas estruturadas nos quatro pilares europeus que levaram à atribuição do galardão: sustentabilidade, empreendedorismo e envolvimento da comunidade, digitalização e atratividade urbana.
Entre as iniciativas anunciadas destaca-se a expansão do programa Biorainha (focado na economia circular ligado ao comércio) e a criação da Loja Verde Caldas, na área da sustentabilidade, o lançamento de Caldas Lab Store e do prémio “Caldas com Alma”, no eixo do empreendedorismo e comunidade, além do reforço do Bairro Comercial Caldas da Rainha, com marketplace, aplicação móvel e ferramentas tecnológicas, no âmbito da digitalização.
No eixo da atratividade urbana está também previsto o reforço de eventos âncora como a Mestra (mostra de cerâmica), a Feira dos Frutos e o Caldas Late Night, a criação da pop-up “Criar Caldas” e o desenvolvimento de rotas comerciais e culturais.
O objetivo será, segundo a Câmara das Caldas da Rainha, “gerar impacto duradouro, reforçando a competitividade do comércio local e a atratividade urbana”.
Mais do que executar um programa ao longo de 2026, Caldas da Rainha propõe afirmar-se como “um modelo de cidade onde o pequeno comércio é motor de desenvolvimento, coesão e identidade”, divulgou a autarquia, salientando a existência de um mercado diário ao ar livre (Praça da Fruta) com mais de 500 anos.
No concelho com 54,9% do emprego local ligado à economia de proximidade, “o comércio é parte da identidade coletiva e da vida urbana”, sublinhou ainda a câmara num dossiê de imprensa sobre a programação que irá ser desenvolvida ao longo dos próximos 12 meses.
Em 2026, as cidades de Caldas da Rainha (Portugal), Silandro/Schlanders (Itália) e Barcelona (Espanha) foram nomeadas Capitais Europeias do Pequeno Comércio a Retalho, representando, respetivamente, cidades de pequena, média e grande dimensão.
Os prémios distinguem municípios que se destacam no apoio ao pequeno comércio e na promoção de centros urbanos dinâmicos, com base em quatro áreas fundamentais: sustentabilidade, empreendedorismo e envolvimento das comunidades, digitalização e vitalidade urbana.