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Governo investe 30 milhões de euros por ano para apoiar pastores e controlar risco de incêndios

O Programa de Apoio à Redução da Carga Combustível através do Pastoreio Extensivo foi apresentado hoje na Serra de Aire e Candeeiros, em Alqueidão da Serra.

O início da apresentação do programa ficou marcado pela disponibilidade do ministro José Manuel Fernandes para tocar concertina com membros do Grupo de Concertinas da Barrenta

O Governo vai investir 30 milhões de euros por ano para apoiar pastores e rebanhos que contribuam para reduzir o risco de incêndios florestais, anunciaram hoje os ministros da Agricultura e do Ambiente.

A apresentação do Programa de Apoio à Redução da Carga Combustível através do Pastoreio Extensivo decorreu esta manhã em Alqueidão da Serra, uma das freguesias de Porto de Mós, onde os ministros José Manuel Fernandes e Maria da Graça Carvalho foram ao encontro do único rebanho ativo naquele concelho.

A intenção, explicou o ministro da Agricultura e do Mar, é fomentar o aparecimento de novos pastores, “com um prémio de instalação de 30 mil euros”, repartidos por cinco anos.

Mas também está prevista a ajuda à “aquisição de animais – com majoração para as raças autóctones – e a transformação de áreas de mato para pastorícia”. 

O apoio aos novos rebanhos será pago por tranches, sendo o montante de 8.400 euros nos primeiros três anos e de 2.400 euros nos últimos dois, avançou José Manuel Fernandes.

“É um programa que tem 30 milhões de euros financiados pelo Fundo Ambiental, com o objetivo de funcionar durante cinco anos, o que significa que são 150 milhões”, salientou o ministro.

Com o rebanho a pastar ao fundo, numa das encostas, Maria da Graça Carvalho recordou, entre alecrins, orégãos e outras ervas aromáticas daquela serra, que a pastorícia “era uma ferramenta usada antigamente para prevenir fogos florestais”.

“Mas temos cada vez menos pastores e é isso que queremos reverter. Queremos atrair jovens pastores, aumentar o número de animais e de pastores, e portanto precisamos de valorizar esta profissão”.

Testemunho de Filipe Jesus Santos

Segundo a ministra do Ambiente, “a existência de animais e esta profissão [de pastor] é uma ferramenta muito boa para diminuir a carga combustível e, portanto, diminuir o risco de incêndio”.

José Manuel Fernandes salientou os méritos da iniciativa por conseguir, a partir do objetivo primeiro de prevenção e redução dos fogos florestais, contribuir para a “competitividade, coesão territorial e sustentabilidade, tudo num mesmo programa”.

Sobre o acesso ao Programa de Apoio à Redução da Carga Combustível através do Pastoreio Extensivo, a ministra do Ambiente prometeu que será “um processo simples”: 

“Simplificámos muito”, porque “herdámos programas complexos”.