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Recordar a Leiria (e não só) de outro tempo pelas fotografias das casas Castelo e Focal

A coleção de Fernando Rodrigues volta a revelar ao público um conjunto de imagens raras. São mais de 400 e podem ser vistas a partir de sábado no Posto de Turismo de Leiria.

Uma panorâmica Feira de Março (a atual Feira de Leiria) captada por Vitorino Alves Andrade em 1960

É uma viagem por Leiria mas que chega a Goa, com muitas outras paragens pelo meio. É feita através de mais de 400 fotografias: entre elas, exemplares premiados, mas também algumas revelações absolutas. E muitas surpresas – como a que reproduzimos em cima: uma panorâmica da Feira de Março de Leiria (atualmente a Feira de Maio) em 1960, instalada nos terrenos que hoje são a avenida Heróis de Angola, e que nos dão uma perspetiva antiga – e por isso, para muitos, totalmente nova – da cidade.

Foi feita a partir de três imagens captadas por Vitorino Alves Andrade, nome histórico da fotografia de Leiria, através da Foco Focal, uma das casas de fotografia da cidade em destaque, a par da Foto Castelo, na exposição “Memória documentada”.

Mais uma vez é a coleção de Fernando Rodrigues – colaborador do REGIÃO DE LEIRIA – que ganha vida numa exposição que convida a um mergulho na memória feita de imagens. No Posto de Turismo de Leiria, o fotógrafo e colecionador volta a partilhar o manancial de imagens acumulado ao longo de anos, bem como o espólio ligado à história da fotografia de Leiria.

O convite, desta vez, é descobrir a Castelo, do seu amigo Joaquim Serrano, 96 anos, e a Focal, de Vitorino Alves Andrade, nascido a 1922 e já desaparecido. “São dois fotógrafos que foram contemporâneos, exercendo a atividade mais ou menos na mesma época”, no século passado, conta Fernando Rodrigues.

O que se mostra no Posto de Turismo são sobretudo imagens das décadas de 50 e 70 do século passado, desde imagens de Joaquim Serrano nas suas comissões enquanto miliar em Goa, Angola ou Moçambique, até ao trabalho de ambos os fotógrafos em Leiria e na região, para bilhetes postais e em reportagens de casamentos, batizados, outras festas e acontecimentos relevantes, como a visita do papa Paulo VI em 1967.

“Memória documentada” é inaugura no sábado, 2 de maio (15h), e fica patente até 30 de maio.