Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

Carta aberta relativa a entrevista ao presidente da CML publicada no Região de Leiria em 07/05/2026

Embora seja possível que o Sr. Presidente não tenha tido conhecimento das ofertas de ajuda e das ações realizadas por outros elementos da oposição, é falso o que ele afirmou quando disse que os outros Partidos não apareceram.

Exmo. Senhor Diretor do Jornal Região de Leiria, Dr. Francisco Santos

Após leitura da entrevista do jornal Região de Leiria, publicada no dia 07/05/2026, ao Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Dr. Gonçalo Lopes, cumpre-me dar algumas informações já que alguns comentários ali proferidos podem dar uma ideia errada da ação da oposição após a tempestade Kristin.

  •  À pergunta do RL sobre se “sentiu solidariedade também por parte da oposição, quer no Executivo, quer na Assembleia Municipal?”, o Sr. Presidente respondeu: “… Os outros partidos não apareceram.”.

Ora, uns dias após a tempestade eu, que até já dei formação em Logística de Emergência no IPL, dirigi-me ao posto de comando instalado nos Bombeiros Municipais de Leiria e perguntei ao atual Coordenador Municipal de Proteção Civil de Leiria, Engº Ricardo Martins, se precisava de ajuda. A sua resposta foi: “preciso de muita, mas não lhe sei dizer agora no quê”. Acabei por ir ajudar no corte e distribuição de lonas no pavilhão dos Pousos. Para além disso, limpei a minha rua em frente ao prédio onde habito, ajudei a desobstruir caminhos e até a colocar lonas em telhados.

Para além disso, dirigi-me mais vezes ao posto de comando sem que a minha colaboração tenha sido alguma vez solicitada.

  • Relativamente às perguntas do RL: “Precisavam deles para trabalhar, integrar equipas?” e “Mas fizeram falta?” as respostas que o Sr. Presidente deu foram, respetivamente: “Todas as pessoas que viessem para ajudar eram bem vindas” e “Fazem sempre falta. São eleitos, têm de estar na linha da frente”.

Sobre isso, informo que, no dia 4/2/2026, enviei um e-mail à Sra. Vereadora Ana Valentim com o seguinte conteúdo:

Boa noite Dra Ana Valentim

Espero que esteja tudo bem consigo. 

Espero que esteja tudo suficientemente bem consigo e com os seus.

Não sei se isto já está a ser feito, provavelmente estará, mas pelo sim pelo não faço a sugestão.

Nesta fase, em que os supermercados da cidade já estão abertos, não seria preferível fazer chegar a distribuição de alimentos às famílias isoladas em vez de (ou complementarmente) os entregar junto ao estádio e no pavilhão dos Pousos a quem os vai lá pedir?

Ao estádio vão pedir alimentos as pessoas que precisam e as que não precisam. Independentemente disso, quem vai lá também pode ir aos supermercados. 

Por outro lado, imagino que existam muitas famílias pelas aldeias que não têm meios para se deslocarem ao estádio para ir buscar os alimentos ou nem sequer sabem, por falta de acesso à informação, que está a ser feita a distribuição de alimentos no estádio.

Embora isto requeira outro tipo de organização e logística, com recurso à rede do CLAS e às Assistentes Sociais, que terão identificado muitos idosos e outras pessoas isoladas, talvez se conseguisse chegar uma boa quantidade de alimentos e outros bens essenciais à vida das famílias a estas pessoas que devem estar a precisar de muito apoio.”

Face à ausência de resposta: no dia 10/02/2026 envie-lhe um SMS com o seguinte conteúdo:

Olá Ana

Já lhe liguei duas vezes, mas não terá tido oportunidade de me atender. 

Queria perguntar-lhe se leu o meu email que lhe enviei há seis dias atrás relativo à distribuição de alimentos, pois eu estava, e estou, disposto a ajudar a montar e organizar uma rede de voluntários para, em coordenação com o que já estará a ser feito, fazer chegar alimentos e outros bens a pessoas que vivem isoladas ou sem meios para conseguirem ir buscar bens que estão a ser doados no estádio municipal e noutros centros de apoio.

Diga alguma coisa, se assim o entender.

Ley Garcia”.

O qual só mereceu a seguinte resposta:

Boa tarde.

Nós temos o apoio alimentar no Estádio e as juntas de freguesia também têm pontos de entrega”.

Tendo em conta que quer eu, quer algumas das pessoas com quem já tinha falado para irmos distribuir alimentos a casa das pessoas, iríamos trabalhar graciosamente, estranhamos muito uma resposta assim, quando estávamos convencidos de que muitas pessoas agradeceriam a nossa ação, pois não teriam facilidade de se deslocarem aos locais de distribuição de alimentos, ou nem sequer teriam conhecimento da existência dos mesmos.

Portanto, embora seja possível que o Sr. Presidente não tenha tido conhecimento das ofertas de ajuda e das ações realizadas por outros elementos da oposição, é falso o que ele afirmou quando disse que os outros Partidos não apareceram.

Com os melhores cumprimentos,

Mário João Ley Garcia
Deputado Municipal de Leiria (CDS PP)

Deixar um comentário