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PSD apresenta propostas sobre floresta de Leiria, PS fala em desconhecimento

Luís Lopes disse que “foram identificados 1.171 hectares prioritários de intervenção” que “estão situados próximos de aglomerados [populacionais], de edificados, zonas industriais, estradas e infraestruturas críticas” e são esses que vão ser primeiro intervencionados.

FOTO: Joaquim Dâmaso

Os vereadores do PSD na Câmara de Leiria apresentaram, em reunião de executivo, um caderno de preocupações e propostas sobre a floresta do concelho, gravemente afetada pelo mau tempo, com a maioria socialista a acusar os sociais-democratas de desconhecimento.

Na reunião do executivo municipal, realizada segunda-feira, de forma descentralizada na freguesia da Carreira, a vereadora Luísa Gonçalves (PSD) apresentou um caderno de preocupações e propostas sobre a “Defesa da floresta e proteção do território em Leiria”.

O objetivo passa por reforçar a segurança das populações, reduzir o risco de incêndio, melhorar a acessibilidade florestal, aumentar a capacidade de resposta operacional, apoiar os proprietários privados e promover maior transparência e monitorização pública da ação municipal.

No documento, o PSD defende, na parte relativa à limpeza e desobstrução florestal, a definição de prioridades operacionais, calendarização pública das intervenções ou a articulação com proprietários.

Já na área relativa à revisão do Plano Municipal de Defesa da Floresta, sustentam que “os fenómenos meteorológicos extremos demonstram que os instrumentos de planeamento devem adaptar-se às novas exigências do território”, preconizando a “integração de um eixo de recuperação” pós depressão Kristin, um sistema permanente de monitorização e uma cartografia dinâmica de risco.

Quanto ao apoio aos proprietários de terrenos, os autarcas sociais-democratas querem, além de outras medidas, a criação de um gabinete municipal de apoio ao proprietário.

Entre outros aspetos, o documento refere, no tema sobre a prevenção, fiscalização e proteção do território, o reforço da fiscalização, e, ao nível da resposta municipal e coordenação institucional, pede relatórios públicos de execução, o reforço do papel das juntas ou a criação de um conselho local de acompanhamento.

Na resposta, o vereador Luís Lopes (PS), que tem, entre outros, o pelouro da Proteção Civil, começou por explicar ter havido sessões públicas sobre Áreas Integradas de Gestão de Paisagem (AIGP).

“O que acho estranho é que nada disso aparece no documento, sendo uma medida que o próprio Governo propôs para resolver o problema da floresta”, declarou Luís Lopes, admitindo tratar-se de “esquecimento ou desconhecimento”.

Referindo que a AIGP foi proposta “para permitir que a Câmara pudesse entrar em propriedade privada para retirar a madeira”, o autarca observou ainda que uma das estruturas propostas pelo PSD já esta em funcionamento desde abril, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO).

“Desde essa data que estamos a trabalhar de forma concertada para a mobilização de recursos para desobstrução de caminhos”, referiu, convidando a oposição a conhecer o trabalho do CIPO.

Salientando que grande parte das medidas já está em execução, Luís Lopes adiantou que houve, “na passada semana, uma reunião já com as equipas de apoio técnico e com as juntas de freguesia para definir o calendário em que os técnicos vão estar disponíveis nos quartéis de bombeiros e nas juntas” para apoiar os proprietários, assim como “o calendário de ações” a executar, e quais “serão os técnicos e as empresas que estarão no terreno a garantir estas intervenções”.

O vereador acrescentou que “foram identificados 1.171 hectares prioritários de intervenção” que “estão situados próximos de aglomerados [populacionais], de edificados, zonas industriais, estradas e infraestruturas críticas” e são esses que vão ser primeiro intervencionados.

O CIPO visa a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.

A AIGP permite a realização de operações integradas de gestão da paisagem, que “incluem corte e processamento de árvores afetadas, remoção e transporte do material, gestão da biomassa residual e eventual criação de parques temporários de armazenamento”, anunciou a Câmara.


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