Vivo nas Várzeas, no Souto da Carpalhosa (Leiria), e trabalho na Marinha Grande, para onde me desloco de carro, todos os dias, passando pela variante exterior de Monte Real.
É verdade que esta variante nos poupa tempo e nos permite acelerar mais um pouco. Mas ela passa por uma zona onde (felizmente) ainda há pinheiros bravos e mansos e outras árvores de grande porte, dos dois lados da estrada. Estas árvores são o lar de um grupo de esquilos que ainda vão resistindo à nossa “loucura” de destruir toda a natureza que nos rodeia.
Só que a estrada tem sido madrasta para estas criaturas tão esquivas. Frequentemente tentam atravessar a estrada, buscando as árvores do outro lado, e são atropelados mortalmente. Tenho visto essas mortes e dói-me o coração por não poder fazer nada. Mas talvez os senhores possam!
Talvez uma placa a alertar para a travessia de esquilos (e ouriços e coelhos); ou placas de limitação de velocidade; ou, em último caso, lombas na estrada, que é a única coisa que alguns automobilistas “respeitam”. Se colocarmos sinalética a explicar essa necessidade de abrandar com a poupança de vidas de animais em risco de virem a desaparecer, as pessoas de bem irão entender… e irão abrandar. Eu passo sempre um pouco mais devagar, na esperança de ver um dos habitantes em busca de pinhões. Mas – ao mesmo tempo – na esperança de os não ver, pelo menos de não os encontrar mortos, como aconteceu mais uma vez, hoje [28 de maio].
Por favor, não me tomem por uma doidinha fanática. Já temos tão pouco! O mundo não é só nosso. Não pode ser. Estes animais não conseguem proteger-se a eles próprios. Nós, como seres pensantes, temos de poder fazer alguma coisa.
E se eu puder fazer parte desses planos de proteção, contem comigo.
Ana Cristina dos Santos
Leiria