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Afogamento: 13 crianças e jovens morrem em média por ano em Portugal

APSI e GNR lançam nova campanha de prevenção do afogamento infantil, recordando os maiores riscos em cada faixa etária. Supervisão ativa, vigilância e barreiras verticais são medidas essenciais

Entre 2020 a 2024, 63 menores perderam a vida por afogamento e 57 necessitaram de internamento

Em cinco anos, morreram 63 crianças e jovens em Portugal por afogamento, o que perfaz uma média de quase 13 óbitos por ano. No mesmo período, 57 foram hospitalizados de entre 588 ocorrências médicas relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho registadas pelo INEM.

O balanço, relativo ao quinquénio 2020-2024, é alarmante, segundo a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) e a Guarda Nacional Republicana, que há vários anos colaboram em campanhas de prevenção do afogamento infantil.

“Apesar da redução expressiva de mortes e internamentos nas últimas duas décadas, os dados mais recentes revelam um aumento preocupante da mortalidade nos últimos anos”, sublinham num comunicado conjunto.

Embora o número anual de mortes por afogamento tenha diminuído de 28 em 2002 para oito em 2024, e de internamentos de 49 para 13, “o número médio de mortes anuais fixou-se em 15, entre 2020 e 2022”, alertam. E “embora os dados oficiais de 2023 (10 mortes) e 2024 (8 mortes) mostrem uma melhoria, os valores mantêm-se acima do mínimo histórico alcançado no período de 2017 a 2019”, acrescentam.

100

Anualmente, cerca de 100 pessoas sofrem lesões na coluna vertebral devido a acidentes de mergulho, alerta por seu turno a Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, no âmbito da campanha “Há saltos que podem mudar a tua vida!

33 afogamentos em 2025

Já no ano passado, terão ocorrido 33 casos de afogamento (fatais e não fatais), entre os quais 12 óbitos, de acordo com dados preliminares baseados em artigos de imprensa.

Em vésperas do lançamento da nova campanha anual de prevenção, APSI e GNR recordam que é na faixa etária dos 0 aos 4 anos que ocorrem mais afogamentos, maioritariamente em piscinas.

Para os jovens dos 10 aos 14 anos, os meios aquáticos naturais, “provavelmente associados ao início da utilização independente destes locais”, constituem zonas de maior risco, enquanto o maior número de mortes ocorre no grupo dos 15 aos 19 anos.

Os rapazes continuam a ser as maiores vítimas, ocorrendo a maioria dos acidentes nos meses de junho, julho e agosto.

“No caso das crianças mais pequenas (0-4 anos), as piscinas de uso particular representam a tipologia onde ocorre o maior número de afogamentos”, recordam APSI e GNR, ao insistir na urgência de barreiras físicas (verticais) de proteção para dificultar o acesso.

As duas instituições destacam, por outro lado, um aumento de acidentes em planos de água naturais, como rios, ribeiras, lagoas e praias, que “afetam predominantemente os jovens dos 10 aos 14 anos e dos 15 aos 19 anos”.

“O afogamento é rápido, silencioso e pode acontecer em muito poucos centímetros de água”, destacam ainda, reforçando a necessidade de “supervisão ativa e constante por parte dos adultos, instalação de barreiras verticais em piscinas domésticas, vigilância por profissionais qualificados (nadadores-salvadores) de zonas de banho e mergulho, e existência de equipamento de socorro junto a planos de água não vigiados”.