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Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria espera ter nova sede até 2029

As novas instalações, arrendadas, situam-se no Edifício D’Aquém, próximo das piscinas municipais de Leiria.

FOTO: Google

A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) está a mudar-se para instalações provisórias, enquanto espera ter, até 2029, uma nova sede, disse à agência Lusa o seu presidente, Jorge Vala.

“Estamos a mudar para umas instalações provisórias, porque o nosso objetivo, de facto, é termos uma sede condigna e que possa acomodar todos os serviços”, afirmou Jorge Vala, referindo que o objetivo é “concentrar um conjunto de novos trabalhadores que foram recentemente admitidos e outros que estão com essa perspetiva”.

O autarca justificou a mudança para o novo espaço com “a descentralização de competências e isso exige mais recursos humanos”, adiantando que a Comunidade Intermunicipal está também “a reforçar as equipas técnicas para análise às candidaturas da CIM, quer as das autarquias, quer também de empresas”.

“Todo este processo associado a este novo modelo de desconcentração de serviços e de responsabilidades do Estado para as autarquias locais e, nalguns casos, para a Comunidade Intermunicipal, exige mais espaço, uma vez que a atual sede da CIM é um espaço bastante exíguo”, adiantou.

As novas instalações, arrendadas, situam-se no Edifício D’Aquém, próximo das piscinas municipais e igualmente próximo do edifício Maringá, que foi sede da CIM durante anos.

“Encontrámos esta solução no centro da cidade de Leiria para responder no imediato, de uma forma provisória”, referiu Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós.

O autarca explicou que a CIM está a trabalhar com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro para, “em parceria com o Estado, ter um edifício ou um espaço que possa depois ser reabilitado e adaptado a novas funções, neste caso à sede da Comunidade Intermunicipal”.

A solução pode passar pelas atuais instalações do ministério da Agricultura na capital de distrito, um edifício pré-fabricado em madeira, na rua Dr. José Alves Correia da Silva.

“Estamos ainda na fase inicial. (…) O nosso objetivo é construir aí um edifício de raiz que possa ter a parte da Comunidade Intermunicipal e, naturalmente, a parte destes serviços, que o objetivo da CCDR é o de que eles se mantenham exatamente no mesmo sítio, mas com condições dignas que atualmente não têm”, declarou.

O presidente da CIM esclareceu ainda que a possibilidade de a CIM ocupar o edifício que albergou o Governo Civil não avançou.

“Encetámos algumas reuniões no passado na tentativa de poder trazer até nós esse edifício, por força da desconcentração do Estado. Na altura não foi possível, hoje é uma situação que não se coloca”, esclareceu Jorge Vala, notando que a reabilitação do edifício seria onerosa, além de que a sua localização condicionaria muito uma boa articulação dos serviços da CIM com os autarcas e entidades externas.

Quanto ao espaço propriedade da CIM no Edifício Maringá, o objetivo é arrendar ou alienar, acrescentou Jorge Vala, assegurando que a Comunidade Intermunicipal conta ter uma nova sede até ao final deste mandato, que termina em 2029.

A CIM integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.