A Colecção de Faiança Família R. Couto Serrenho sai à rua em Alcobaça, convidando quem passa a descobrir uma centena de jarros produzidos nos anos 40 e 50 do século XX em várias fábricas da região.
A exposição “Luísa e os Jarros de Faiança Artística de Alcobaça” reparte-se por 15 espaços comerciais do centro histórico, dando a conhecer obras produzidas por 11 fábricas e pintadas por 50 artistas. Integradas na Rota dos Jarros, em lojas ao longo da praça 25 de Abril, rua Alexandre Herculano e praça Afonso Henriques, as peças refletem “a estética e a beleza de um período áureo da faiança em Alcobaça”, explica a organização. E
ntre os anos 40 e 50 do século passado, houve “grande crescimento económico motivado pela concorrência”, servindo a rivalidade “como impulsionadora da oferta, do crescimento e desenvolvimento com base na qualidade e excelência artística”.
A iniciativa pretende divulgar a loiça de Alcobaça e seus pintores e exaltar “a resiliência da faiança de Alcobaça representada nos jarros, enquanto símbolo de transformação e fragilidade”. Com curadoria de João Xavier, revela-se grande variedade de jarros, quanto ao formato e decoração: desde os inspirados na cerâmica de setecentos aos de influência francesa, com motivos “Rouen”.
O percurso pode ser feito a partir de 2 de agosto (inauguração às 15 horas, junto ao memorial da Família Natividade, na praça 25 de Abril) até ao dia 23.
Ao longo da rota, os visitantes podem obter selos autocolantes para colar numa caderneta que ficará completa no final do percurso expositivo.