A segunda parte da temporada 2026 do Festival Impulso vai contar com ciclos temáticos e levar a vários espaços das Caldas da Rainha nomes da música emergente, residências artísticas, cinema e performance, divulgou hoje a organização.
O festival, que decorre desde março em formato “Season” reserva para a segunda metade do ano os ciclos temáticos “Sororidade” (que acontece como residência mensal, iniciativa do Centro Cultural e de Congressos, CCC), as “Noites Impulso” (que ocupam espaços inusitados e de proximidade com a cidade) e os espetáculos associados ao Caldas Film Fest (que decorre de 24 a 26 de setembro).
Em comunicado, a organização revela que, até dezembro, o Impulso contará com “nomes sonantes da música emergente nacional, mas também muitas descobertas de talentos que estão neste preciso momento a começar”.
O cartaz contará com as atuações de Leonor Arnaut, C-mm, Candy Diaz, Cave Story, Calcutá, Catarina Branco, Tipo, Tristany Mundu, Terrible Mistake, Humberto, Ensemble of Other Living Beings, Ilusão Gótica, I’A’V, Sereias, entre outros concertos, como o que marca do encontro de João Pimenta Gomes com Bob Weston (dos Shellac de Steve Albini) e Gabriel Ferrandini.
Em setembro, a relação do Impulso com o cinema intensifica-se, com o festival a associar-se à 3.ª edição do Caldas Film Fest, juntando concertos e imagem nos espetáculos de Cave Story, Adufe & Alguidar, Terrible Mistake, Suzana, Ilusão Gótica e a estreia das MONSTERA com o coro Aterateia.
A fechar a “Season”, o cartaz reserva “uma noite especial”, em parceria com o projeto “Frequência 440”, da Fundação Inatel, com os concertos de Tipo, Puçanga e a estreia dos Martin Limbo.
Na edição deste ano, as residências artísticas são assumidas “como um dos eixos estruturantes”, funcionando como espaços de experimentação abertos ao público “em formato ‘work in progress’, expondo processos, decisões, dúvidas e caminhos em desconstrução, com risco partilhado”, refere o texto em que a organização destaca ainda a “criação de novo registo dos Beautify Junkyards, aprofundando uma identidade que tem vindo a marcar a música portuguesa contemporânea” e o regresso dos históricos caldenses Loopooloo com Nádia Schilling, “num encontro entre memória e reinvenção”.
A programação dá continuidade à iniciada em março e totalizará, até dezembro, no conjunto, “mais de 60 momentos de criação”, entre concertos, residências, cinema e performance a acontecer em vários espaços da cidade, no distrito de Leiria.
O Festival Impulso nasceu em 2018, nas Caldas da Rainha, por iniciativa de alunos e professores da Licenciatura em Som e Imagem da ESAD.CR – Escola Superior de Artes e Design e atraiu, na última edição, cerca de cinco mil espetadores.