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Riqueza produzida pelas empresas cresceu7% no distrito

Os dados mais recentes do INE apontam para um aumento homólogo do Valor Acrescentado Bruto (VAB) de 393,5 milhões, sobretudo devido aos resultados do comércio e da construção e imobiliário

A riqueza gerada pelas empresas do distrito de Leiria superou os seis mil milhões de euros, impulsionada pelos sectores do comércio e da construção e imobiliário, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A análise mais recente do Valor Acrescentado Bruto (VAB) produzido pelas empresas, relativa a 2024, aponta para um aumento homólogo de 7% (393,5 milhões). O crescimento resulta, sobretudo, das atividades de construção e imobiliário, que atingiram os 850 milhões de euros (+14%), e do comércio, a maior atividade económica da região, com 1,25 mil milhões de euros de VAB (+8,7%).

O sector da construção e imobiliário foi o maior impulsionador da economia do distrito em 2024, com um crescimento de 14% (104,1 milhões). A subida sentiu-se em todos os subsectores, com destaque para as atividades imobiliárias (compra, venda e arrendamento), que cresceram 35,4% (131,4 milhões de VAB total). A promoção imobiliária e a construção evoluíram 15%, alcançando um valor global de 289,8 milhões; enquanto as atividades especializadas de construção cresceram 7,1% e a engenharia civil subiu 10,4%, para VAB totais de 297 milhões e 132,2 milhões de euros, respetivamente.

O comércio mantém-se como o maior sector económico do distrito, representando mais de 20% do VAB. Em 2024 apresentou um crescimento de 8,7% (100,4 milhões de euros) face ao ano anterior. O comércio por grosso foi o subsector que mais aumentou, 11,6%, para um VAB de 616,1 milhões, enquanto o comércio a retalho subiu 4,6%, alcançado os 386 milhões de euros. O comércio e reparação de veículos automóveis cresceu 8,6%, atingindo os 245,4 milhões.

O sector dos serviços, que inclui transportes, restauração e saúde, cresceu 9% (52,7 milhões de euros), gerando 637,6 milhões. As atividades de saúde cresceram 11,1% (139,7 milhões de euros de VAB final) e os transportes 9,1%, para 282,4 milhões, enquanto a restauração aumentou 7,7%, chegando a 215,5 milhões de euros.

Em sentido contrário, a indústria transformadora – sectores como a metalomecânica, onde se inserem os moldes, plásticos e a indústria alimentar – sofreu uma quebra de 18,6% (251,6 milhões) e representa agora 1,1 mil milhões de euros.

A indústria alimentar foi o subsector mais penalizado, com uma queda de 39,5% (96,1 milhões).


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