O festival Jardins Abertos vai realizar-se pela primeira vez nas Caldas da Rainha, nos dias 17 e 18 de outubro, numa edição que vai passar pelo parque e pela Mata Rainha D. Leonor, hortas urbanas e projetos ecológicos.
O festival, que se realiza desde 2017, leva este ano às Caldas da Rainha, um conjunto de atividades que convidam “a descobrir a cidade através dos seus espaços verdes, da sua paisagem e das pessoas e projetos que todos os dias cuidam e transformam esta cidade”, informa a organização, a Associação Jardins Abertos (AJA).
O parque D. Carlos I e a Mata Rainha D. Leonor, “dois dos espaços verdes mais emblemáticos da cidade”, são os pontos de partida do festival que acontece no fim de semana de 17 e 18 de outubro.
A programação estende-se por hortas urbanas, campos agrícolas, projetos comunitários e espaços “onde se experimentam diferentes formas de construir o futuro”, explica em comunicado.
Entre eles estará a primeira ilha ecológica deste município, o projeto BioRainha, iniciado em 2024 e que conta com um espaço comunitário dentro da cidade, “onde se cruzam compostagem, agricultura urbana, produção de alimentos e regeneração do solo”.
O festival “quer escutar e tornar visível aquilo que já existe, dando espaço às pessoas, técnicos, projetos e associações que conhecem, estudam e transformam estes espaços”, explica a organização, que, ao longo de todo o fim de semana, promove visitas guiadas, percursos, oficinas e atividades de jardinagem coletiva.
Como em todas as edições dos Jardins Abertos, “haverá momentos de intervenção e cuidado dos espaços verdes públicos”, acrescenta a AJA na página do festival, onde estão abertas as inscrições para voluntários que queiram participar no evento.
O festival Jardins Abertos surgiu de uma ideia de Tomás Tojo, atual diretor do festival, e Rosana Ribeiro, com o apoio de um pequeno grupo de voluntários que, em 2017, apresentou à autarquia de Lisboa “uma proposta simples e inovadora: um percurso guiado pelas colinas da cidade, integrando a visita a jardins especiais e singulares, muitos até então pouco conhecidos”.
Desde 2017, “abriu centenas de jardins ao público e levou a várias cidades do país visitas guiadas, oficinas e atividades que cruzam botânica, arte e sustentabilidade”, pode ler-se numa nota sobre a iniciativa, que evoluiu “dos 80 visitantes da primeira edição para “dezenas de milhares de participantes todos os anos”.
A programação completa da edição 2026 pode ser consultada em www.jardinsabertos.com.
O festival é gratuito e coorganizado com a Câmara Municipal das Caldas da Rainha.