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Músicos do distrito também ajudam a contar “A História do Rock Português” de Rita Nabais

O livro “A História do Rock Português”, de Rita Nabais, percorre sete décadas de música em Portugal e reúne mais de 164 intérpretes e bandas, incluindo artistas do distrito de Leiria.

Livro foi apresentado no sábado passado no Armazém das Artes. São mais de 164 músicos e bandas, dos anos 60 até hoje, que constam na investigação feita pela autora de Alcobaça, que já em 2017 tinha lançado “A História do Rock (para pais fanáticos e filhos com punkada)”

The Gift, Silence 4, Tina and The Top Ten, Us Forretas Ocultos, os Loto, Dapunksportif, Surma, Cave Story e Stone Dead são algumas das bandas do distrito de Leiria que integram “A História do Rock Português”. O livro, apresentado no sábado, 26 de setembro, no Armazém das Artes, em Alcobaça, acompanha as últimas sete décadas da música rock em Portugal, passando também por estilos como heavy metal e hip hop, com mais de 164 músicos e bandas.

Da autoria de Rita Nabais, com ilustrações de Tiago Albuqurque e selo das Edições Escafandro, este projeto surge depois de um primeiro livro, “A História do Rock para Pais e Filhos com Punkada”, dedicado ao rock internacional. Questionada sobre a presença (ou ausência) de artistas portugueses nesse primeiro livro, a investigadora alcobacense sentiu a necessidade de honrar a memória daqueles que começaram a trilhar o caminho do rock em Portugal.

Ainda que reconheça que o rock nacional não tem expressão internacional, Rita Nabais não nega a sua qualidade – muito pelo contrário. “O rock português ainda é pouco conhecido lá fora. Portugal sempre conseguiu exportar melhor o fado. O fado tem uma identidade muito própria e acaba por ser mais fácil reconhecê-lo como algo verdadeiramente português. Isso não quer dizer que o nosso rock tenha menos qualidade”, diz ao REGIÃO DE LEIRIA.

Os Xutos e Pontapés são, segundo a própria, “uma verdadeira instituição da música portuguesa”, não só “pela longevidade e pela popularidade” mas, sobretudo, “pela forma como sempre mantiveram um enorme compromisso com o rock e uma relação muito próxima e genuína com os fãs”. A banda torna-se, assim, uma das principais figuras deste novo livro, com mais destaque, pela qualidade e pela forma como divulgou “a defesa da música portuguesa em diferentes meios”.

Nesta investigação, Rita Nabais assume que as principais dificuldades foram as primeiras bandas: foram as mais desafiantes, dada a falta de informação sobre as mesmas; mas foram, também, as mais interessantes. A autora alcobacense deu o exemplo de Zurita de Oliveira, a primeira artista do livro, amplamente conhecida como a “mãe do rock”, por ter sido das primeiras mulheres a gravar uma canção do género em Portugal, em 1960, quando a liberdade parecia ser… inexistente.

“A História do Rock Português”, atualmente disponível para compra na Fnac, eterniza um legado, que ficará na história como fonte de informação para apaixonados [tal como Rita] pelo rock. E a prova disso é que, na apresentação no Armazém das Artes, um pai garantiu que, graças ao livro anterior da autora, “os filhos sabem já mais de rock” do que ele próprio. E o sorriso espelhado no rosto de Rita, que traz Alcobaça no coração, é, talvez, a maior prova de que o dever foi – e continua a ser -, com este novo livro, cumprido.

Adriana Zeferino