“Há cerca de dois anos, foi expressa vontade de realizar acessos condignos e em segurança para as crianças e jovens que frequentam a escola. No entanto, o tempo passa e nada acontece”
Maria João Subtil, Leiria
Há anos que a comunidade reclama passeios na rua São Luís e acessos mais seguros à EB Dr. Correia Mateus, em Leiria, além da requalificação da zona de estacionamento. Há precisamente dois anos, a Câmara informou que o projeto estava pronto para ir a concurso, mas este não chegou a ser lançado.
Letícia Santos, presidente da associação de pais, confirma que esta “é uma preocupação muito grande”, porque muitos alunos se deslocam a pé desde a paragem de autocarro da rua Paulo VI, e pelas limitações de circulação junto à escola, e refere não ter mais informações sobre o projeto, que “supostamente já está aprovado e já tem financiamento”.
Jorge Dias, diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus, diz também aguardar o lançamento do concurso, adiantando que o “projeto foi apresentado à escola e às associações de pais na Câmara Municipal, há perto de dois anos” e que “faltavam apenas uns pequenos pormenores”.
“Até agora não tenho mais nenhuma informação. Tenho uma informação de que o projeto está pronto para lançar, mas não há um prazo”, acrescentou em declarações ao REGIÃO DE LEIRIA, defendendo a necessidade de garantir condições de segurança a quem circula a pé e fluidez de trânsito junto à escola.
Em resposta ao REGIÃO DE LEIRIA, o vereador José Cunha adianta que o projeto não está fechado e que a solução inicialmente prevista está a ser objeto de revisão para “integrar o arruamento envolvente à escola”. Faltam ainda pareceres relativos a diversas infraestruturas, bem como “a formalização das cedências de terrenos necessárias aos alargamentos previstos”.
Segundo o vereador, a intervenção prevê a requalificação da rua São Luís e do arruamento envolvente à escola, com alargamento da via, execução de passeios e passadeiras, sinalização vertical e horizontal; reorganização da circulação e do estacionamento; beneficiação das infraestruturas de abastecimento de água, saneamento, telecomunicações e energia elétrica; execução da rede de drenagem de águas pluviais; movimentos de terras e construção de “muros de suporte necessários à concretização da solução projetada”.
Afirmando “reconhecer a importância da intervenção para a comunidade escolar”, José Cunha, que não poder avançar valores nem prazos de execução pelo facto de o projeto não estar concluído, admite que o concurso possa ser lançado no primeiro semestre de 2027. Sublinha, no entanto, que esta depende “da conclusão da revisão do projeto, da obtenção dos pareceres das entidades externas e da integração de eventuais alterações, bem como da formalização das cedências de terrenos necessárias”.