Durante gerações construímos em diálogo com a terra. Líamos a paisagem, seguíamos a água, procurávamos o sol e aprendíamos com o território. Havia limites, mas também pertença. Depois, quisemos dominar a terra. Endireitámos rios, ocupámos solos, asfaltámos caminhos e erguemos cidades distantes dos ritmos naturais. Confundimos progresso com controlo e estabilidade com futuro. Hoje, o mundo muda a uma velocidade que já não permite fingir que sabemos o que vem a seguir.
Sofia Rino
Socióloga
ExclusivoHoje às 18:01
Ao mesmo tempo: Encontrar o caminho de volta
Quando uma cidade cria ciclovias em vez de privilegiar os carros, as pessoas aparecem. Quando cria lugares para estar, cria novas formas de viver.