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Crónica irregular: A Europa precisa de nós

A União Europeia que agora vai a votos sofre os dissabores de uma crise económica com origem americana mas que nos contagiou de forma impiedosa.

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Joana Benzinho Santos, assessora Parlamentar do Prof. Correia de Campos no Parlamento Europeu joana.benzinho@gmail.com

A União Europeia que agora vai a votos sofre os dissabores de uma crise económica com origem americana mas que nos contagiou de forma impiedosa. O Parlamento Europeu, a maior casa democrática do mundo, que assumiu novas competências atribuídas pelo Tratado de Lisboa, deverá receber destas eleições de domingo deputada(o)s competentes, capazes de defender os interesses dos mais de 500 milhões de europeus perante a deriva dos mercados e das politicas que estão a destruir o bem estar comum e a solidariedade, matrizes desta nossa União. O novo Parlamento irá escolher o Presidente da Comissão Europeia, que deixa de ser designado pelos Governos dos 28, que exige uma votação responsável, apontando novos rumos e dando um voto de confiança claro a quem é eleito para defender na Europa as especificidades e preocupações nacionais. A demissão do dever democrático por excelência que é o voto, será o pior sinal a dar pois, cada vez mais, o nosso presente é decidido nas instituições europeias. Porque sou uma europeia convicta, confio no papel dos Parlamentares Europeus na defesa de uma nova agenda de emprego, de um mercado único forte, de uma política económica e financeira mais solidárias e de uma Europa mais justa para todos. E espero, no dia 25, poder fazer parte, convosco, de uma histórica afluência às urnas nas eleições europeias em Portugal. Por nós e pela Europa.

(texto publicado na edição de 22 de maio de 2014)