Ana-Silveira
Ana Silveira, professora ansilveira@gmail.com

No mês de agosto vive-se, sente-se, intensamente.

Durante 31 dias do ano, o país transforma-se para acolher o regresso dos que partiram à procura de uma vida melhor.

Trazem na bagagem a saudade. Sim, mas não só. Muitos dos descendentes de segunda geração, do fluxo migratório da década de 60, ocupam lugares de relevo na sociedade do país de acolhimento. Vencem pela força das suas raízes sem serem devidamente reconhecidos.

O poder das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo é imenso por aquilo que podem proporcionar a Portugal em termos de desenvolvimento económico, cooperação estratégica, investimento e de promoção do turismo. São um ativo importante que poucos países têm e que não tem sido aproveitado da melhor forma.

Desde 2008, que empresas da região dos mais variados setores de atividade, incentivadas pela diminuição da procura interna, têm aumentado a sua taxa de implementação em mercados com forte presença das comunidades portuguesas. Mas, existe margem para muito mais. É necessário e fundamental aumentar e dinamizar as sinergias entre entidades públicas e privadas.

Não é necessário criar lobby para aproximar quem está fora de quem está em Portugal. O poder de cooperação já existe. E tem nome. Cultura e Valores.