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Ideia verosímil: Vá para fora!

É recorrente ouvirmos falar do imperativo da internacionalização como contraponto à recessão. É comum ver-se associado o termo ao desígnio que o tecido empresarial deve cumprir para encontrar a demanda que teima em escassear em Portugal.

Rui Melo Biscaia, diretor de marketing e comunicação r.biscaia@gmail.com

É recorrente ouvirmos falar do imperativo da internacionalização como contraponto à recessão. É comum ver-se associado o termo ao desígnio que o tecido empresarial deve cumprir para encontrar a demanda que teima em escassear em Portugal.

Num momento em que todos dizem ser este o único caminho capaz de nos fazer sair da crise, e cumprindo com a boa prática da retórica política, gostaria de focar a atenção na substância e não na forma – ou melhor, naquilo que possa ser uma estratégia de internacionalização que decorra de uma tentativa de entrar e conquistar mercados, até agora, desconhecidos.

O marketing joga aqui um papel fundamental. Variáveis como segmentação e posicionamento, assim como o mix que lhe está a jusante, são bem mais do que meros conceitos de forma, ao serem capazes de fazer vingar uma estratégia ou de a derrubar ao primeiro contratempo.

A capacidade de endereçar necessidades ao mesmo tempo que se buscam sinergias que permitam potenciar vantagens competitivas decorrentes da experiência e da cooperação são apenas dois dos objetivos que qualquer estratégia de internacionalização se propõe atingir. Parece-me que as empresas já possuem o reconhecimento do produto, a qualidade e o valor acrescentado a ele associado. Faltará a consciência de como jogar esses trunfos lá fora!

(texto publicado na edição em papel de 27 de abril de 2012)