Quando Manuel Pinho cruzou o portão da fábrica, num clima de descrição só quebrado pelos flashes e microfones dos jornalistas, havia sorrisos espalhados entre os funcionários da Bordallo Pinheiro.

A vida mudou para todos neste último ano: ele já não é ministro, eles já não são potenciais desempregados. Na quinta-feira cumpriu-se um ano desde a primeira reunião que tiveram, e que acabou por resultado na venda da empresa ao grupo Visabeira. Não houve comemorações, mas a relação de amizade que se foi estabelecendo entre a comissão de trabalhadores da fábrica e o ex-ministro da Economia foi selada com uma visita às instalações.

Lá dentro, grande parte dos 176 funcionários moldam, pintam e cosem as peças que o país inteiro conhece, do Zé Povinho à Maria Paciência, as mais famosas de entre uma colecção de 25, que há-de ser vendida na loja, ou repartida em encomendas.

O ex-ministro deverá ser agraciado em Maio, com a medalha de ouro do município de Caldas da Rainha.