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Sociedade

Passos Coelho, em Ansião, levanta dúvidas sobre base de apoio da “lei da rolha”

Pedro Passos Coelho, hoje em visita ao distrito de Leiria, revelou não acreditar que os congressistas tivessem plena noção da norma que ficou conhecida como “lei da rolha” quando a aprovaram.

Pedro Passos Coelho, candidato à liderança do PSD, hoje em visita ao distrito de Leiria, revelou não acreditar que os congressistas que reuniram este fim-de-semana em Mafra, tivessem plena noção da norma que ficou conhecida como “lei da rolha” quando a aprovaram.

Foto arquivo

Em Ansião, Passos Coelho, em declarações à agência Lusa, admitiu que “não foi bom que aquela alteração estatutária tivesse sido aprovada, mas estou convencido que hoje se aquele colégio de congressistas tivesse de voltar a pronunciar tendo uma noção rigorosa do que estava a ser votado, a minha convicção é de que aquela norma não teria sido votada”.

A alteração pune com a suspensão de membro do partido até dois anos ou com a expulsão os militantes que violem o dever de lealdade para com o programa, estatutos, diretrizes e regulamentos desta força política, especialmente se o fizerem nos 60 dias anteriores a eleições.

Ainda segundo a agência Lusa, Pedro Passos Coelho, defendeu a necessidade de um congresso para actualizar o programa do partido e um novo quadro estatutário.

“Espero que possamos ter num futuro próximo um congresso que possa aprovar a actualização do nosso programa e um novo quadro estatutário para o PSD”, afirmou Pedro Passos Coelho num discurso dirigido num almoço a cerca de 80 apoiantes.

O candidato considerou que tal congresso só deve “ocorrer depois de um amplo período de debate intenso nas secções, nas distritais”, no qual devem participar os militantes do PSD, mas também os simpatizantes.

“É natural que chamemos os nossos simpatizantes a discutir sobre a actualização do nosso programa e isso depois deve ser aprovado num congresso nacional”, declarou, sustentando que esta é uma oportunidade de “preparar uma revisão estatutária de fundo, que seja coerente, que não tenha umas medidas desgarradas e que possam permitir que o PSD tenha uma maneira de funcionar mais moderna, mais actual, que consiga habilitar as nossas estruturas a uma intervenção mais exigente”.

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