O estudo sobre a abertura da base aérea à aviação civil internacional, promovido pelo Fórum Centro Portugal, foi suspenso, embora a estratégia de fundamentar a viabilidade do projecto se mantenha.

“Os estudos foram suspensos sem se encontrarem concluídos”, revelou à agência Lusa Manuel Queiró, presidente do Fórum Centro de Portugal, que também é o promotor do estudo.

O professor universitário e antigo deputado do CDS-PP disse existirem razões – que recusou adiantar – para o estudo não ter sido concluído, apenas afirmando que aquelas “não são imputáveis” ao organismo a que preside.

O grupo de estudo para a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil internacional, coordenado por António Pais Antunes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, iniciou o trabalho em maio de 2009 e previa a entrega do relatório final em março de 2010.

Integrava outros professores universitários e investigadores, além de representantes da ANA – Aeroportos de Portugal, da NAV Portugal, do Instituto Nacional da Aviação Civil e da Força Aérea Portuguesa.

O plano de trabalho, apresentado publicamente em maio do ano passado, contemplava capítulos sobre a importância dos aeroportos no desenvolvimento regional e a utilização de aeroportos militares para fins civis.

Outras áreas do documento residiam na procura de viagens aéreas no Centro Litoral e o papel do aeroporto de Monte Real na rede nacional de aeroportos.

O grupo comprometia-se ainda, entre outros aspetos, a analisar impactes ambientais da abertura do aeroporto e as transformações requeridas pela abertura ao tráfego civil da infraestrutura.

Na sexta feira, responsáveis do Fórum Centro Portugal reuniram, na Figueira da Foz, com autarcas de Coimbra, Leiria e Caldas da Rainha, encontro que serviu para fazer um balanço do processo e preparar um conjunto de iniciativas a serem divulgadas “oportunamente”.

Ouvido pela Lusa, o autarca da Figueira da Foz, João Ataíde, anfitrião do encontro, disse esperar que as iniciativas em preparação “possam acolher recetividade junto do poder central”.

“Há um grande interesse regional no sentido de dinamizar a base área de Monte Real e criar um aeroporto”, sublinhou.