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Desporto

União de Leiria ameaça sair do Estádio Municipal de Leiria

A SAD da União de Leiria anunciou hoje estar em negociações para jogar noutra cidade, devido ao descontentamento com as condições de utilização do Estádio Municipal de Leiria, contratualizadas com a empresa que gere o equipamento, a Leirisport.

A SAD da União de Leiria anunciou hoje estar em negociações para jogar noutra cidade, devido ao descontentamento com as condições de utilização do Estádio Municipal de Leiria, contratualizadas com a empresa que gere o equipamento, a Leirisport.
Em comunicado, a equipa que disputa a Liga portuguesa de futebol revela descontentamento “em relação às actuais práticas de gestão levadas a cabo pela administração da empresa municipal Leirisport”, que configuram “um panorama totalmente desfavorável à União Desportiva de Leiria, Futebol SAD”.

Segundo os leirienses, “todos os custos afectos à prática desportiva dentro do estádio (policiamento, organização dos jogos, pagamento dos treinos) são suportados pela UDL SAD”, enquanto “as receitas provenientes da bilheteira” e “metade das receitas televisivas decorrentes da época passada foram divididas com a empresa municipal”.

A União de Leiria assume que decorrem negociações para jogar “numa cidade/localidade das redondezas”, mas os responsáveis não adiantam pormenores, assumindo apenas “mágoa” pelo cenário:

“Será sempre com o maior empenho e dedicação que este clube representará as suas origens no escalão principal de futebol português”, lê-se no comunicado, em que o clube garante, em jeito de despedida, que “não esquecerá o povo leiriense que nos acompanhou desde sempre”.

Esta não é a primeira vez que a União de Leiria ameaça abandonar Leiria. Ainda recentemente o fez, motivando a reacção da Leirisport, divulgada terça-feira.

A empresa municipal defende-se, recordando que o contrato estabelecido entre as duas partes, e que findou dia 16 de maio de 2010, previa a partilha de “esforços e benefícios entre a Leirisport, EM e a UDL, SAD, de forma o mais equitativa possível”.

Face às acusações da SAD leiriense, a Leirisport lembra que as “receitas de bilheteira e da publicidade de campo foram, por princípio, divididas em partes iguais, à semelhança dos custos com segurança, policiamento, bombeiros, etc. O contrato previa também o número de treinos semanais que a equipa de futebol da UDL, SAD podia realizar.
Ultrapassado esse número, havia lugar ao pagamento, por parte da UDL, SAD, de um preço contratualmente acordado”.

A Leirisport esclarece ainda que tem as suas obrigações para com a União de Leiria “em dia”, tendo até, “por via de uma penhora das receitas da SAD” devido a uma dívida ao FC Porto, pago “dívidas daquela entidade, tendo ficado credora dos respectivos montantes”.

A empresa que gere o Estádio Municipal de Leiria assume-se “disponível para, com a serenidade e a elevação que este assunto merece, empreender conversações com a UDL, SAD com vista à definição de um relacionamento nas próximas épocas”.

A ameaça da União de Leiria surge depois de uma vistoria realizada dia 31 de maio, tendo em vista a utilização do Estádio Municipal de Leiria na próxima época. No início desta semana, a SAD lançou uma campanha de revalidação de lugares no estádio para os seus associados.

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