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Sociedade

Funcionário da Câmara de Pombal suspeito de desvio detido à entrada de banco

O funcionário da Câmara de Pombal suspeito de ter desviado, pelo menos, meio milhão de euros de uma conta bancária da autarquia, foi detido numa instituição bancária de Leiria, informou fonte da PJ.

O funcionário da Câmara de Pombal suspeito de ter desviado, pelo menos, meio milhão de euros de uma conta bancária da autarquia, foi detido hoje, segunda-feira,  numa instituição bancária de Leiria, informou fonte da PJ à agência Lusa.

Segundo o director da Directoria de Coimbra da Polícia Judiciária (PJ), Rui Almeida, o homem foi detido por haver suspeita de que poderia ocultar ou alterar provas importantes para o processo.

De acordo com este responsável, durante a investigação a PJ detectou que o funcionário “iniciou movimentações suspeitas”, pelo que procedeu à sua detenção.

O suspeito, que se encontra, para já, com a medida de coacção de termo de identidade e residência, deve ser ouvido nas próximas horas pelo Ministério Público no Tribunal de Pombal.

A Câmara de Pombal detetou, na sexta feira, um desvio de dinheiro nas contas da autarquia alegadamente da autoria de um funcionário dos serviços de contabilidade.

“O município de Pombal detectou”, dia “16 de Julho de 2010, cerca das 20 horas, desvio de dinheiros públicos de uma conta bancária de que é titular e cujo montante ainda não se encontra apurado”, refere um comunicado da autarquia emitido no sábado.

Assim que teve conhecimento da situação, a Câmara participou o caso às “autoridades competentes, para averiguações”, acrescenta o comunicado.

O montante desviado não inclui “quaisquer verbas provenientes de fundos comunitários”, refere a nota, assegurando que os factos ocorridos “não comprometem as obrigações financeiras do município de Pombal”.

O funcionário em causa “assumiu os actos praticados, tendo-lhe sido instaurado um processo disciplinar” e estando já “suspenso das suas funções”, adianta.

Durante o dia de hoje a Câmara de Pombal tem estado a analisar todos os extratos de conta desde o início do ano, para apurar o montante exacto do desfalque que, segundo disse à agência Lusa o advogado da autarquia, Teófilo Santos, pode ser superior a 500 mil euros.

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