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Cultura

Simpósio de escultura do Arrimal lançou arte na serra

A utilização artística e criativa da pedra e de antigas pedreiras pode ser a chave para o futuro das serras de Aire e Candeeiros. Essa foi uma pista deixada pelo I Simpósio Internacional de Escultura em Pedra do Arrimal.

A utilização artística e criativa da pedra e de antigas pedreiras pode ser a chave para o futuro das serras de Aire e Candeeiros.

Thierry Ferreira

A extracção proporciona hoje negócio e empregos. Mas pontua a paisagem de “feridas” provocadas pelas pedreiras. Essas “chagas” da serra podem, contudo, ser parte da solução, acredita o escultor Thierry Ferreira.

“Imagine-se um baixo relevo gigantesco feito por vários artistas numa antiga pedreira. Certamente que iria atrair muitas pessoas! Ou então quartos de hotel construídos nas explorações que não funcionam, como existe em Espanha”, sugere o escultor.

A ideia é, para já, isso mesmo: uma ideia que Thierry sugere como caminho de reflexão para que se encontrem ideias que transformem “um buraco em algo que traz dinheiro, trabalho e pessoas”.

O primeiro passo para essa reflexão aconteceu no Arrimal, em Porto de Mós, até domingo. O I Simpósio Internacional de Escultura em Pedra mobilizou cinco escultores, incluindo o próprio Thierry Ferreira – que comissariou o evento -, ao qual se juntaram os argentinos Emiliano Rodrigo Saco, Maria Soledad e os portugueses Luís Carlos Oliveira e Alzira Póvoa Antunes.

Durante nove dias, entre árvores, os artistas trabalharam ao vivo no Arrimal grandes blocos de calcário. Veja em baixo a galeria de fotografias com o resultado final.

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