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Sociedade

Moradores já começaram limpeza após noite de pânico em Leiria

Depois do susto, os moradores do prédio de nove andares onde deflagrou um incêndio na noite de quarta-feira para quinta-feira, na Avenida Marquês de Pombal, em Leiria, iniciaram trabalhos de limpeza.

Depois do susto, os moradores do prédio de nove andares, onde deflagrou um incêndio na noite de quarta-feira para quinta-feira, na Avenida Marquês de Pombal, em Leiria, iniciaram ontem trabalhos de limpeza.

Mário Garrido, de 59 anos, que mora num apartamento no 8º andar com a mãe, de 85 anos, disse à agência Lusa só se ter apercebido do incêndio após terem tocado à campainha exterior do prédio. E era “tanto, tanto o fumo” que chegou a pensar que este deflagrara na sua casa.

“Estivemos sempre com a cara de fora da janela para respirar”, declarou Mário Garrido, explicando os momentos que antecederam a descida, pela autoescada dos bombeiros, a que se sucedeu uma deslocação ao Hospital de Santo André, em Leiria, para receber oxigénio.

Impossibilitado de dormir em casa, acabou por passar a noite em casa de amigos num prédio vizinho, aguardando agora pela limpeza do apartamento.

Já Hélder Maneta, a mulher e o filho de quatro dias, que habitam um apartamento no 7º andar, passaram a noite no hospital, depois de saírem, também pela autoescada, do prédio.

“Foi um susto”, declarou, reconhecendo que a maior preocupação foi o bebé, “por não saber quanto tempo esteve a inalar fumo”.

À Lusa, Hélder Maneta, que retirava esta manhã o carrinho e outros pertences do bebé, que se encontrava já em casa dos avós, referiu que a sua casa não ficou danificada nem suja na sequência do incêndio no prédio, ao contrário dos apartamentos mais próximos do local onde este deflagrou.

Nas imediações do edifício, onde o cheiro a fumo ainda era intenso esta manhã, eram visíveis, igualmente, no chão das imediações, vidros e estores partidos.

O comandante dos Bombeiros Municipais de Leiria e responsável pela proteção civil concelhia, Artur Figueiredo, assegurou que está a proceder-se à avaliação do apartamento onde deflagrou e foi circunscrito o fogo, “para ver se há necessidade da deslocação de técnicos da autarquia para analisar algum eventual dano no prédio”.

O responsável esclareceu que os bombeiros estiveram ontem em quase todos os apartamentos, assegurando que os moradores podiam já passar a noite nas suas casas, algumas das quais, reconheceu, necessitam de ser limpas.

O incêndio deflagrou às 00h46, num apartamento do 4º andar, tendo estado no local 34 bombeiros apoiados por 14 viaturas dos Voluntários e Municipais de Leiria e das corporações de Maceira e Ortigosa e  equipas do INEM.

Fonte da PSP de Leiria informou à agência Lusa que, segundo a proprietária, de 69 anos, do apartamento onde deflagrou o incêndio, este “terá sido motivado pela existência de um aquecedor de resistência elétrico arrumado junto a diversos livros e que se encontraria ligado”.

fotografia: Joaquim Dâmaso

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