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Cultura

Câmara de Leiria aprova Centro Cultural de 2,5 milhões de euros para Marrazes

A Câmara de Leiria aprovou, por maioria, o projeto do Centro Cultural de Marrazes, investimento de 2,5 milhões de euros que vai albergar o Museu Escolar e a Filarmónica de São Tiago.

A Câmara Municipal de Leiria aprovou hoje, por maioria, o projeto de arquitetura do Centro Cultural de Marrazes, investimento de 2,5 milhões de euros que vai albergar o Museu Escolar e a Filarmónica de São Tiago.

Centro Cultural vai receber Museu Escolar e Filarmónica e tem comparticipação comunitária de 1,2 milhões de euros

“Pretende-se um equipamento cultural digno que consiga albergar diversos eventos, afirmando-se como um espaço que privilegiará o conhecimento, a formação, a educação e o lazer”, justifica a proposta.

O investimento, que deverá começar ainda este ano num terreno cedido pela Junta de Freguesia de Marrazes, prevê, para a componente musical, várias salas de aula e outros espaços para o desenvolvimento de workshops e ações educativas.

Já o Museu Escolar terá uma sala de exposições permanente e temporária, além de outros espaços para restauro ou colocação de espólio.

Um anfiteatro, com capacidade para 261 lugares sentados, respetivos camarins, zona de arrumação e ainda uma área de cafetaria completa o Centro Cultural, que tem um financiamento comunitário de cerca de 1,2 milhões de euros.

O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, explicou que este é “um projeto que deveria estar feito há muitos anos” para que as duas instituições tenham as “instalações adequadas”, considerando que a autarquia está a “dar resposta às expetativas da população”.

Raul Castro, independente eleito pelo PS, acrescentou que é o investimento “possível” face às “circunstâncias financeiras” da câmara, justificando, desta forma, a alteração ao projeto municipal, inicialmente com um custo estimado de cinco milhões de euros, que classificou como tendo custos “demasiados elevados”.

O autarca, que assegurou ter havido acompanhamento do processo por parte da junta, defendeu ainda a necessidade de “aproveitar a candidatura” a fundos comunitários, embora reconhecendo que isso obriga a um esforço financeiro da câmara.

Os vereadores eleitos pelo PSD votaram contra o projeto de arquitetura “basicamente pela forma como foi conduzido”, disse à agência Lusa José Benzinho, sublinhando, contudo, que “não estão contra a sua concretização” porque “é importante para a freguesia de Marrazes”.

“Devia ser ouvida a população, neste caso através dos órgãos representativos da freguesia”, adiantou José Benzinho, apontando, ainda, outras questões que suscitam dúvidas aos vereadores sociais-democratas: “a construção e a futura manutenção não são baratas”.

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