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Sopa da pedra: Tradição é sucesso à mesa em Pernelhas

É destino certo para muitos, que ali procuram uma das especialidades da gastronomia nacional. Cremilde Rosa conta a história da sopa da Pedra do restaurante “Rosa”

FOTO: Foto: Joaquim Dâmaso

O restaurante Rosa, em Pernelhas, é, para muitos, sítio de romaria para adorar uma “divindade” bem terrena. Desde 1973 que a sopa da pedra é especialidade naquele estabelecimento familiar, gerido pelas irmãs Gracinda e Cremilde Rosa.

Gracinda recorda como a sopa foi parar a Pernelhas, desde a “capital nacional”, Almeirim. “O meu pai tinha uma pedreira naqueles lados e ia lá almoçar. Até que decidiu trazer a receita”. E assim a primeira sopa da pedra a sair de Almeirim ganhou fama no “Rosa”, inaugurado poucos anos antes, na passagem de ano de 1969 para 70.

“A partir da receita de Almeirim fomos aperfeiçoando a receita a nosso gosto”. A original, lembra Gracinda, tem a carne cortada mais grossa, é mais rica em enchidos e contém toucinho e coentros. “Não usamos [coentros] porque nem toda a gente gosta. E só usamos um bocadinho de chouriço”. Mas em Pernelhas aceitam-se alternativas. “Gostamos de ouvir sugestões. Mas têm de ser construtivas. Se nos pedem para colocar couve ou coentros, não podemos usar”.

Há uma fama a defender, a mesma que leva muitos a percorrer quilómetros para a provar. Mas qual o segredo desta adaptação da receita de Almeirim? “É saber usar bom feijão, boa batata. E as mãos que a fazem, as da minhã irmã”, confidencia Gracinda.

Com a crise, esta sopa generosa tem cada vez mais adeptos, mas no “Rosa” há outras especialidades, como o cozido à portuguesa (terça-feira) e, ao domingo, cabrito no forno, bacalhau no forno com migas e galo ao vinho. O “Rosa” encerra ao sábado e feriados e o preço médio por refeição oscila entre 7,5 e 10 euros.

Cremilde Rosa e a sopa da pedra que dá que falar em Pernelhas Foto: Joaquim Dâmaso