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Cantinho dos Bichos

Água: um bem precioso para os animais

Imagine uma tarde de calor em que desespera por um copo de água fresca. Quando o bebe, a sensação é de alívio. O mesmo sentem os animais quando ingerem água

Imagine uma tarde de calor em que desespera por um copo de água fresca. Quando o bebe, a sensação é de alívio. O mesmo sentem os animais quando ingerem água.

E este comportamento não se limita apenas ao verão. Durante todo o ano, deve existir uma atenção redobrada na ingestão de água por parte dos animais, salvaguardando o risco de doenças.

A percentagem de água no organismo de cada animal varia de espécie para espécie, com a idade, condição corporal ou patologias, ocupando, nos animais adultos, saudáveis, 70% do organismo, e nos animais mais jovens saudáveis, cerca de 80%.

“Tal como no ser humano, a água é essencial em todos os processos metabólicos celulares do organismo, pelo que a sua ausência ou ingestão em quantidades inferiores às desejadas põe em risco o correto funcionamento dos órgãos do animal. Os animais de companhia deverão ter sempre água à disposição de modo a poderem ingerir a quantidade que desejem sem restrições”, explica Ricardo Alves, veterinário do Hospital Veterinário de Leiria. Daí que seja aconselhável um recipiente com água junto à taça da ração.

A consequência mais imediata e visível da falta de água é a desidratação e, em casos mais exagerados, a falência de células dos diferentes órgãos e dos vários sistemas orgânicos. Segundo o clínico, um dos primeiros sistemas a ser afetado devido à desidratação é o sistema renal, alteração que pode trazer “graves consequências para a vida dos animais domésticos”.

E não se pense que o tipo de alimentação também condiciona a ingestão do “ouro líquido”. Apesar de a alimentação húmida conter bastante mais água do que o alimento seco (ração), duas ou três lambidelas na água nunca são demais. “Por norma, os animais saudáveis que comem ração terão maior necessidade de ingestão de água do que animais saudáveis que comem alimento húmido”, refere o veterinário, realçando que os que sofrem de doença cardíaca e/ou renal, bem como os animais jovens e muito idosos, dado as suas reservas serem mais escassas, merecem uma maior atenção dos donos.

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt