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Sociedade

Óbidos pede declaração de calamidade pública para prejuízos do mau tempo

Câmara de Óbidos quer que o Governo declare calamidade pública, devido aos prejuízos causados no fim de semana pelo mau tempo.

A Câmara de Óbidos anunciou que pediu à Direcção Regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRALVT) para solicitar ao Governo a necessidade de declarar a calamidade pública, devido aos prejuízos causados no fim de semana pelo mau tempo.

Autarquia e agricultores reuniram para avaliar prejuízos

No concelho, o vice-presidente Humberto Marques, avança que os prejuízos ascendem, no mínimo, a 400 mil euros. Por isso, no ofício enviado à DRALVT, o município descreve, na região Oeste, “a ocorrência de ventos com velocidades superiores aos 120 km/hora, com rajadas superiores aos 140 km/hora” que “levaram à destruição de muitas benfeitorias fundiárias, designadamente estufas, bem como a generalidade das culturas que se encontravam instaladas”.

O cálculo dos prejuízos resultou de uma reunião, segunda-feira, em que participaram 18 produtores do concelho, o presidente da Junta de Freguesia do Olho Marinho e o vice-presidente da Câmara de Óbidos. O relatório detalhado dos estragos foi enviado para a DRALVT.

Segundo Humberto Marques, “os 0,4 milhões de euros circunscrevem-se apenas a 18 produtores, o que quer dizer que os prejuízos no concelho de Óbidos serão, obviamente, muito superiores”.

Tendo em conta a “importância que este setor de atividade económica representa para o país e para o concelho”, “a dimensão dos estragos”, “a descapitalização da generalidade destes produtores”, “a dificuldade de acesso ao crédito”, e considerando “os instrumentos financeiros que o País dispõe”, Humberto Marques solicita que o governo declare “a calamidade pública para efeitos de mitigação dos prejuízos destes e de todos os produtores, vítimas desta intempérie”.

“Ouvi, recentemente, declarações da senhora ministra [da Agricultura, Assunção Cristas] indiciando a necessidade de fazer a declaração de calamidade pública, com a intenção de abrir esta medida de reposição do potencial produtivo. Espero que as coisas se concretizem”, conclui o autarca de Óbidos.