Um milhar de relógios inspira o novo museu que brevemente vai nascer em Leiria, no Palácio dos Ataídes, atual sede da Fundação Caixa Agrícola de Leiria (FCAL).

Fundação Caixa Agrícola de Leiria

A ideia partiu de José Mota Tavares, da Bajouca, apaixonado e estudioso de relógios e do tempo. O colecionador desafiou a fundação a receber o seu espólio e a criar um museu nas instalações no Terreiro, sugestão bem recebida por Mário Matias.

“Estamos a negociar um protocolo e a estudar o espaço e as condições de segurança para os relógios poderem ser apresentados”, revela o presidente da FCAL.

A maior parte dos relógios da coleção de Mota Tavares são de anel, pulso, bolso e mesa, mas também há de grandes dimensões, inclusive um de torre sineira.

Segundo Mário Matias, o museu – com nome por definir – deverá nascer no espaço do palácio que já recebeu exposições de pintura: “Gostaríamos que o espaço fosse acessível diretamente da rua”.

A intenção da FCAL é, no futuro, juntar à coleção outras ofertas e, eventualmente, aquisições. “Estes relógios serão o embrião do museu que queremos criar”, frisa o responsável.

Dia 5 de abril, alguns exemplares da coleção serão exibidos no Palácio dos Ataídes, Celeiro da Casa do Terreiro, a propósito da apresentação do livro “As horas de Leiria”, de José Mota Tavares.

A obra, uma edição patrocinada pela FCAL, será oferecida a escolas de Leiria, Marinha Grande e Ourém, bem como a IPSS, que poderão vender a obra, revertendo os lucros a seu favor.

(Notícia publicada na edição de 21 de março de 2013)

ML