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Sociedade

Grutas de Mira de Aire admitem abrir galerias para especialistas

Há vários quilómetros das Grutas de Mira de Aire que poderão vir a ser visitáveis no futuro. As grutas têm uma extensão na ordem dos onze quilómetros, mas atualmente apenas 600 metros estão acessíveis ao público em geral.

Há vários quilómetros das Grutas de Mira de Aire que poderão vir a ser visitáveis no futuro. As grutas têm uma extensão na ordem dos onze quilómetros, mas atualmente apenas 600 metros estão acessíveis ao público em geral.

24028_109686982397592_2028148_nCarlos Alberto Jorge, presidente do conselho de administração das Grutas de Mira de Aire, revela que existe uma extensão de vários quilómetros das grutas que atualmente está fechada ao público em geral. No futuro, contudo, várias zonas que poderão ser acedidas por visitantes mais especializados, ainda que obrigatoriamente auxiliados por equipamento de espeleologia.

Ainda não há um plano definido de alargamento da zona visitável. “Se encontrarmos um parceiro, no futuro poderemos realizar visitas espeleológicas a zonas que habitualmente o turista não visita”, adianta Carlos Alberto Jorge. Esta é uma prática comum em vários pontos da Europa, sendo um cenário a equacionar.

Para já, a galeria do Polvo – uma zona da gruta que tem uma formação que se assemelha aquele molusco – é o local que reúne as melhores condições para ampliar as zonas visitáveis.

Contudo, o facto da visita ao local obrigar ao regresso pelo mesmo local onde se inicia o percurso, dificulta o acesso de grupos ao local. Ainda assim, esta é uma zona que já recebe, pontualmente, pequenos grupos munidos de equipamento de espeleologia.

Entretanto, a extensão das grutas não para de crescer. Uma expedição promovida pela Sociedade Portuguesa de Espeleologia (SPE) em parceria com a Universidade de Lisboa, descobriu a semana passada uma nova galeria. Os trabalhos de exploração procuram agora a ligação entre a gruta principal e a gruta vizinha de Contenda.

“Quando se coloca corante na água, percebe-se que há ligação, pois ela surge na outra gruta”, explica Carlos Alberto Jorge. Falta descobrir a passagem.

(Notícia publicada na edição de 10 de outubro de 2013)

CSA