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Paredes com História quer colocar Leiria no mapa mundial da arte urbana

Diversas paredes do centro de Leiria vão ganhar nova vida entre setembro e outubro deste ano com o projeto Paredes com História – Arte Pública, que quer colocar a cidade no mapa mundial da arte urbana.

Entre 9 de setembro e 9 de outubro, 11 coletivos e artistas nacionais e estrangeiros vão desenvolver residências em Leiria, criando peças de arte pública que pretendem dar nova cor e motivos de atração à cidade.

“Não faz sentido que uma cidade como a nossa não tenha um evento que a ponha no mapa do que de melhor se faz a nível da arte urbana mundial”, explica Catarina Dias, da associação Riscas Vadias, que organiza Paredes com História.

O primeiro momento do projeto ocorreu com o restauro de uma parede emblemática de Leiria, na avenida Heróis de Angola, que foi pintada originalmente nos 25 anos do 25 de Abril.

“É uma parede com história, sempre foi muito respeitada, e é uma das poucas que não foi vandalizada. Certamente as pessoas respeitavam o que ali estava”.

Segundo Catarina Dias, Paredes com História pretende “respeitar o que existe” mas também “escrever novos capítulos a partir do mais moderno que há na arte urbana”.

“Quando se fala em arte urbana e ‘grafitti’, muitas vezes fala-se no desrespeito pelo edificado. O que quisemos demonstrar com este restauro é que respeitamos a história”, sublinha a organizadora, referindo-se ao trabalho de Ricardo Romero e Carlos Miguel Batista na parede de homenagem à Revolução de Abril.

Coletivo 565, Artur Bordalo, Daniel Eime, Fábio Colaço, Ivo Santos, Miguel Januário, Mister Fields, Nuno Viegas, Ricardo Romero, a dupla espanhola Pichiavo e o croata Lonac são os convidados a pintar em Leiria entre setembro e outubro.

“Tivemos muita preocupação na escolha dos participantes”, explica Catarina Dias. Em paralelo com as intervenções nas ruas, haverá exposições e conferências sobre arte pública.

Para o município de Leiria, que apoia o evento, Paredes com História – Arte Pública é “a grande oportunidade para deixar uma marca importante na cidade”.

O vereador da Cultura destaca que “alguns dos melhores do mundo neste tipo de arte vão estar em Leiria” para “deixar uma lufada de ar fresco” numa cidade em que os habitantes, diz Gonçalo Lopes, “são tantas vezes rotulados de conservadores”.

“Leiria precisa de crescer na arte contemporânea muito rapidamente, para atingirmos o patamar de excelência que pretendemos. Este evento insere-se num conjunto de iniciativas que enriquece a oferta cultural de Leiria”, acrescenta.

A intenção da organização é que Paredes com História – Arte Pública tenha edições futuras. E o autarca assume um desejo: “Queremos que se repita com novos artistas e novas paredes. Tenho a ambição de podermos vir a ter uma peça daquele que é um dos maiores do mundo, senão a maior referência mundial na arte urbana de hoje, Vhils. Há um desejo muito grande de um dia o ter cá, para atrair muita gente a visitar Leiria”.

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