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Animais que sobrevivem ao fogo começam a procurar comida

Animais que sobrevivem ao fogo começam a procurar comida

Os incêndios que devastaram a região nas últimas semanas não causaram vítimas humanas mortais mas foram muitos os animais que não conseguiram escapar às chamas.

No Pinhal de Leiria (e não só) há vários corpos de animais carbonizados, entre as árvores também elas queimadas, com a passagem do fogo. São sobretudo cães e gatos, que se desorientaram com o fumo e as chamas, mas também esquilos, coelhos, raposas, javalis e algumas aves. Outras espécies como a da lagarta do pinheiro, que falamos na última edição, borboletas e abelhas foram igualmente afetadas.

Nos primeiros cinco dias após o incêndio, a Associação de Proteção Animal da Marinha Grande (APAMG) recolheu 12 animais: um porco, duas cabras, cinco cães e quatro gatos. “Um número aparentemente pequeno porque morreram imensos animais”, refere Catarina Contente, da APAMG.

Para além dos animais feridos, outros permanecem nas zonas ardidas, “perdidos e assustados, desorientados pelas ruas e em esconderijos”. Proporcionar o reencontro com os donos, encontrar novas famílias para adoção e ajudar os patudos que começam a aproximar-se das áreas povoadas à procura de comida são algumas das tarefas que a associação tem desenvolvido nos últimos dias.

“Colocámos comida e água pelas matas e está em marcha uma campanha de angariação de comida para animais selvagens do Pinhal de Leiria”, explica.

Vários amigos dos animais têm ido à mata deixar batatas, abóboras, maçãs, cenouras, milho ou ração que possa servir de alimento para os animais sobreviventes, ainda que esse trabalho deva ser coordenado pelas associações locais.
Capturar os animais não é, de momento, missão prioritária, já que há cães que viviam em matilhas, não se aproximam dos humanos e podem não reagir bem após a situação de trauma.

Até dia 28, a APAMG, a Associação Zoófila de Leiria e a Casa Esperanza Marinha Grande estão a recolher ração, medicamentos e taças de refeição, para auxiliar os patudos sobreviventes, assim como ajuda financeira para tratar as vitimas, “os que estão ainda em tratamento e os que vão aparecer”.

Marina Guerra
Jornalista
marina.guerra@regiaodeleiria.pt


Joaquim Dâmaso
Fotojornalista
joaquim.damaso@regiaodeleiria.pt

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