Depois do disco que assinalou 30 anos de carreira, João Miguel lança “Vertigem” esta sexta-feira O cantor João Miguel lança esta sexta-feira, dia 17 de novembro, o novo disco. “Vertigem” marca uma mudança na carreira do músico de Leiria. As novidades vão ser apresentadas num concerto amanhã, no Teatro José Lúcio da Silva. Que disco é “Vertigem”? Foi um disco que me deu muito gozo fazer, porque estou a trabalhar com grandes compositores, como o Paulo Martins ou o Nuno Junqueira… Além de cantar a solo, o disco tem alguns duetos, que ainda não posso revelar. Só no concerto de sexta-feira se vai saber. O disco fala sobre quê? Sobre não ter medo. Tinha muito de medo de lançar agora um disco, porque o que está a fazer-se é lançar singles. Tenho consciência de como está o mercado e o panorama musical no país. Mas arrisco na mesma com “Vertigem”. Chegou a altura de perder o medo. Também fala de amor, dos nossos passos do dia-a-dia… Está a prepará-lo há quanto tempo? Há um ano. Tem uma sonoridade internacional, fui buscar alguns sons atuais. Vou deixar de ser aquele menino que as pessoas estavam habituadas a ouvir, mas vou procurar chegar a todas as faixas etárias, sobretudo a mais adulta. Para quem me segue desde pequenino, num registo de música ligeira portuguesa, vai surpreender. Arriscou neste disco? Arrisquei. Os produtores são diferentes, para o som ser totalmente diferente dentro de outro conceito. Está-me a dar muito gozo, continuo sempre a aprender, estes anos todos depois de ter começado. Onde quer chegar com ele? A toda a gente. Pode ser o meu primeiro e último disco, mas quero que chegue a toda a gente. Para já ao público português, depois ir para fora. Como domino o espanhol bastante bem, estamos em negociações para fazer um ou dois temas com alguém conhecido do panorama musical espanhol. Deve concretizar-se no próximo verão. Até que ponto é importante este lançamento a nível pessoal? Bastante. Ando nisto há muitos anos, já passei por muito na música, já bati a muitas portas… Gosto de subir degrau a degrau. Agora arrisco e tenho o Teatro José Lúcio da Silva cheio. Como vai ser o espetáculo? Será uma grande produção, para as pessoas verem como o João Miguel vai ser a partir do dia 17 de novembro. Vou ter a minha equipa, desde câmaras, fotógrafos, banda… É muito grande, 27 pessoas. Depois vamos para a estrada, mostrar este trabalho. Vai ser em grande.