Tal como Leiria e a região que procuram energia renovada após a tempestade, também os Sensible Soccers se anunciam revigorados. Depois de um ano de paragem, a banda prepara o quinto disco de originais e está de regresso aos palcos. Eles são o destaque do dia de abertura d’A Porta.
O festival arranca para a 11ª edição na quarta-feira, 3 de junho, com três momentos musicais – entre eles, o concerto da banda cujas melodias pop se alimentam de estruturas e arranjos em progressão (22h15).
O dia inicial desta Porta é concentrado no edifício da Pousada da Juventude, que recebe a maioria das atividades desta edição.
As portas reabrem às 21h30 de quarta-feira, com Monstera, projeto sonoro de vertente performativa de Mara Lisboa e Júlia Jacinto, das Caldas da Rainha. Elas recolhem vestígios da tradição portuguesa e feminina. Depois cruzam-na com instrumentos, gravações de campo, voz e palavra num exercício de libertação e emancipação, questionando a dimensão tradicional e contemporânea da mulher.
Ao fim da primeira noite (23h30) há música selecionada por Candy Diaz, amante de rumba cigana, que leva ouvidos a passear pelo post punk, dub ou jazz.
Antes, também na quarta-feira é inaugurada às 17 horas a Casa Plástica, com as intervenções criadas pelos convidados Andreas Trobollowitsch, MAISMENOS, Patrick Hubmann, Aires de Gameiro e João Aires Gama, bem como o projeto Khana, desenvolvido com participantes do programa Barakat, da InPulsar, em co-criação com o Colectivo Til e a Casota Collective.
Esta edição d’A Porta estende-se até 7 de junho, com atividades múltiplas para públicos diversos na Pousada e ainda no Palácio do Barão do Salgueiro, Palácios dos Athaídes, Biblioteca Afonso Lopes Vieira, Terreiro, antigo Musiqu3 e Jardim de Santo Agostinho.
Toda a programação está disponível em www.festivalaporta.pt.