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Veados aparecem no pinhal de Leiria à procura de comida

Veados aparecem no pinhal de Leiria à procura de comida

Primeiro foi uma fotografia tirada à noite, através de telemóvel e pouco nítida, de um animal bem no centro de São Pedro de Moel. Seria um veado? A dúvida instalou-se. Depois surgiram mais algumas partilhas nas redes sociais de imagens, tiradas à distância, na zona de Vieira de Leiria e que davam conta de mais veados, do que aquele avistado em São Pedro de Moel, no passado dia 8.

Mais recentemente, um vídeo, partilhado no grupo SOS Animal – Marinha Grande, mostra um pequeno cervo, em Vieira de Leiria, à procura de alimentação. O pão deixado no chão é rapidamente devorado e, apesar de assustado com a presença humana, o animal não se afasta antes de se certificar que não há mais comida.

É pela alimentação, destruída pelos incêndios que atingiram o Pinhal de Leiria, que esta espécie se está a aproximar das zonas habitadas.

A sua presença é uma surpresa para a maior parte das pessoas, pouco habituadas a ver tais espécies tão próximo, contrariamente ao que acontece com o esquilo-vermelho, as ginetas ou mesmo texugos, mas o incêndio revelou a sua presença na região. A possibilidade de fuga ou libertação dos animais de uma propriedade privada, durante o fogo, chegou a ser equacionada mas as autoridades descartam essa hipótese.

Na semana passada, o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA), da GNR de Leiria, foi alertado pela veterinária municipal da Marinha Grande a “dar conta da existência destes animais e que iria expor a situação ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF)”, diz fonte da GNR ao nosso jornal. Alguns elementos da GNR chegaram mesmo a ir até São Pedro de Moel, após relatos do avistamento do primeiro corso, mas sem qualquer resultado.

Ainda assim, explica a mesma fonte, sendo “os veados uma espécie autóctone e cinegética, não se afiguram diligências de recolha do mesmo” e, a existir, teriam de ser coordenadas pelo ICNF.

Os veados não são agressivos e fogem perante a presença de humanos, acrescenta a GNR, e podem deslocar-se “dezenas de quilómetros em busca de matéria vegetal”. Ervas, folhas, brotos de árvores e arbustos, frutos e cogumelos são alguns dos alimentos que consomem e que também têm sido deixados pelos voluntários do SOS Animal – Marinha Grande nas áreas ardidas do pinhal.

Marina Guerra
Jornalista
marina.guerra@regiaodeleiria.pt

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